Apple se destaca em pregão de baixas na Bolsa de NY

A Bolsa de Nova York fechou em baixa nesta terça-feira, com o Dow Jones registrando sua maior queda em quase três semanas, após os índices se aproximarem do nível mais elevado em cinco anos. Além disso, a desvalorização das ações da Apple acabou ofuscando um sentimento melhor em relação à Europa.

ÁLVARO CAMPOS, Agencia Estado

21 de agosto de 2012 | 18h42

O índice Dow Jones caiu 68,06 pontos (0,51%), fechando a 13.203,58 pontos. O Nasdaq recuou 8,95 pontos (0,29%), para finalizar a 3.067,26 pontos. O S&P 500 perdeu 4,96 pontos (0,35%) e acabou o dia aos 1.413,17 pontos.

Durante a sessão, o Dow Jones tocou a máxima de 13.330,76 pontos. Caso encerrasse acima de 13.279,00 pontos, seria o maior nível de fechamento desde dezembro de 2007. Já o S&P tocou a máxima de 1.426,68 pontos. Se fechasse acima de 1.419,00 pontos, seria o maior nível desde maio de 2008.

Os principais índices de ações de Nova York têm subido consistentemente nas últimas semanas, com o Dow Jones acumulando ganho de 9,1% desde junho, mas agora alguns analistas começam a questionar a alta. "Todo mundo está começando a sentir que esse é um mercado sobrecomprado", afirma Doreen Mogavero, presidente da corretora Mogavero & Lee.

"Os ganhos do mercado têm sido impulsionados pela especulação com novas medidas de relaxamento quantitativo na Europa e nos Estados Unidos", comenta Bruce McCain, estrategista-chefe de investimento do Key Private Bank. Nesta terça-feira, as Bolsas europeias fecharam em alta, em meio às expectativas de uma ação ousada do Banco Central Europeu (BCE) no mês que vem e após um bem-sucedido leilão de bônus realizado pela Espanha.

Outros fatores também colaboraram para uma redução no ânimo dos investidores americanos. O presidente do Federal Reserve de Atlanta, Dennis Lockhart, comentou que o mercado não deve esperar muito da política monetária. "A política monetária pode exercer uma influência positiva poderosa sobre uma economia, mas como o presidente do Fed, Ben Bernanke, apontou, a política monetária não é uma panaceia", disse.

Além disso, as ações da Apple caíram 1,37%, após a alta na véspera que fez com que a companhia se tornasse a empresa mais valiosa da história. Traders afirmam que o papel recuou após um analista da Oracle Investment Research cortar seu rating, com base em receios sobre o plano da Apple de entrar no mercado de televisão.

Outra empresa que registrou queda substancial foi a Best Buy, cujos papéis perderam 1,38%, após a varejista de eletroeletrônicos divulgar uma redução de 91% no lucro do segundo trimestre. A companhia foi prejudicada por queda tanto nas vendas domésticas como nos mercados internacionais, e informou que reduziu a projeção de lucro para este ano.

Já o Facebook perdeu 4,25%, após o diretor Peter Thiel revelar que vendeu a maior parte de sua participação na empresa. Em um relatório enviado para a Securities and Exchange Comission (SEC, o órgão regulador do mercado de capitais nos EUA), ele informou que agora tem apenas 5,6 milhões de ações, após vender 20,1 milhões de papéis.

Os setores de tecnologia e telecomunicação tiveram o pior desempenho nesta sessão, com a Verizon perdendo 1,85%. O setor financeiro foi a única das dez divisões do S&P 500 a fechar no positivo, com destaque para os papéis do JPMorgan, que registraram valorização de 1,79%. As informações são da Dow Jones.

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