Appy: Estamos em fase de transição no câmbio

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Bernard Appy, afirmou esta manhã que a taxa de câmbio está numa fase de transição. Essa transição, segundo ele, é fruto dos ajustes dos últimos anos na economia brasileira, que levaram ao processo de queda nos juros e também a melhores condições de o País crescer de forma sustentável. Segundo Appy, o câmbio, no longo prazo, vai convergir para uma taxa de equilíbrio, que dará a competitividade adequada à economia brasileira. "O câmbio flutuante é o melhor regime a longo prazo". Ele reconheceu, no entanto, que no curto prazo o câmbio pode causar alguns problemas conjunturais para alguns setores, e o governo está atento a isso. Segundo ele, esses problemas conjunturais são atacados com medidas como as anunciadas hoje, com a liberação de R$ 1 bilhão para a safra de soja. Appy afirmou que a política de apoio à comercialização de safra de soja terá um impacto fiscal somente no ano que vem. Segundo ele, os agentes privados que lançarem essas opções de venda para os agricultores terão um crédito no sistema financeiro que será honrado pelo governo em 2007. Ele acrescentou que os recursos estarão colocados no orçamento deste ano, mas serão inscritos em restos a pagar para saírem efetivamente dos cofres do governo somente em 2007. Questionado se o governo não estaria faturando politicamente sobre algo que terá que ser pago pelo próximo governo, Appy respondeu: "não é medida eleitoral, mas sim uma resposta à grave crise do setor rural", afirmou. Ele ressaltou que esse procedimento "é perfeitamente possível de se fazer", porque o governo vai obedecer os limites de inscrição em restos a pagar.

Agencia Estado,

12 de maio de 2006 | 11h27

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