Aprovação de reforma da saúde nos EUA pressiona futuros e dólar

No pregão europeu, entre as ações com maiores quedas estavam Sanofi-Aventis, que caíam 1,11% em Londres, e as da Novartis, que declinavam 1,21% em Munique

Danielle Chaves, da Agência Estado,

22 de março de 2010 | 08h42

A aprovação do projeto de reforma do sistema de saúde dos EUA pela Câmara dos Representantes do país, ontem à noite, é um dos motivos que pressiona os índices futuros das bolsas norte-americanas e o dólar no início desta segunda-feira. O projeto, que envolve gastos de US$ 940 bilhões, vai sujeitar as indústrias dos EUA a um mercado renovado e regulado de uma forma diferente e pode piorar o cenário fiscal do país nos próximos anos.

 

Segundo o Wall Street Journal, o projeto possui pesados custos, que serão pagos com quase US$ 438 bilhões em novos impostos e taxas sobre norte-americanos de alta renda, fabricantes de remédios e aparelhos médicos e seguradoras de saúde.

 

Ações dos setores de seguro e farmacêutico foram as mais prejudicadas, inclusive na Europa. Analistas da corretora britânica Panmure Gordon, que acompanham AstraZeneca e GlaxoSmithKline, estimam que o projeto vai reduzir os ganhos por ação das companhias de 1,5% a 2,2% em cada um dos cinco primeiros anos de sua vigência.

 

Às 8h25 (de Brasília), no pregão europeu, entre as ações com maiores quedas estavam Sanofi-Aventis, que caíam 1,11% em Londres, e as da Novartis, que declinavam 1,21% em Munique. O Nasdaq futuro tinha queda de 0,57% e o S&P 500 futuro perdia 0,67%.

 

O dólar foi pressionado e caiu no início do dia, fazendo o euro sair das mínimas intraday diante da moeda norte-americana depois da aprovação do projeto de lei. Às 8h25 (de Brasília), porém, o dólar já apresentava recuperação e subia para 90,59 ienes, de 90,50 ienes no fim da tarde de sexta-feira, enquanto o euro caía para US$ 1,3519, de US$ 1,3535 na sexta.

 

Os contratos futuros de petróleo também foram afetados e provavelmente sofrerão uma correção em vez de testarem as máximas nesta semana, segundo Dominick A. Chirichella, do Instituto de Gerenciamento de Energia. "A aprovação do projeto de reforma da saúde possivelmente se tornará um catalisador para a correção", disse.

 

No horário citado, o contrato de petróleo para abril negociado na Nymex recuava 1,46%, para US$ 79,50 por barril. Os contratos para maio na plataforma ICE declinavam 1,29%, para US$ 78,85. As informações são da Dow Jones.

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