Arcelor e Acesita programam novo centro de serviços na Colômbia

A Acesita, em conjunto com a Arcelor Stainless, deve concluir nos próximos três meses um projeto para construção de um centro de distribuição e serviços na Colômbia. O objetivo é atender, além de clientes locais, todos os países da América do Sul, com destaque para o grupo que forma o Pacto Andino. O novo centro, que terá capacidade de processamento entre 20 e 30 mil toneladas e deverá receber investimentos da ordem de US$ 6 milhões, atenderá uma demanda estimada em 10 mil toneladas por ano.De acordo com o diretor mundial da Arcelor para a área de aço inox, Jean-Yves Gilet, o projeto da Colômbia faz parte da estratégia mundial da empresa de crescer na área de serviços, agregando valor aos produtos da empresa e estimulando o aumento do mercado de inox. Segundo o executivo, a empresa também estuda a instalação ou aquisição de novos centros no Sul do Brasil e também na Argentina, além de parcerias com distribuidores independentes.Atualmente, a Arcelor Stainless possui 15 centros de distribuição e serviços em 35 países, com capacidade para processar 600 mil toneladas de aço por ano. Segundo Gilet, a Arcelor Stainless é atualmente a terceira maior do mundo em termos de produção e primeira no quesito distribuição. "Queremos ser referência mundial em soluções em aço inox, o que inclui capacidade de desenvolvimento de novas aplicações e logística", afirma.O executivo explica que os negócios de distribuição e serviços respondem atualmente por 25% dos negócios da Arcelor Stainless no mundo, volume que deve aumentar significativamente nos próximos anos. O grupo de empresas da área de inox da Arcelor fatura 4 bilhões de euros, com uma capacidade produtiva de 2,1 milhões de toneladas, empregando 11 mil pessoas em todo o mundo.De acordo com o presidente da Acesita, Jean-Philippe André Demaël, o aumento da receita na área de serviços é um dos pilares de crescimento da empresa no Brasil no longo prazo. "Parcela importante do lucro da Acesita deve vir da área de distribuição e serviços no futuro", garante o executivo. A expectativa é de que a área responda por 5% do Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) da empresa já em 2007.O presidente da Acesita destaca que o aço inox tem sofrido com a concorrência de produtos sucedâneos. No Brasil, especificamente, os fabricantes de produtos de inox sofrem ainda com a concorrência de importados, principalmente da Ásia. "Temos que ajudar o nosso cliente a ser eficiente, o que acaba refletindo nas nossas vendas", afirma.Atualmente o consumo per capita de aço inox no Brasil é de 1,5 quilo por habitante, ante média mundial de 3 quilos. Nos países desenvolvidos da Europa e também nos Estados Unidos, esse número está na faixa de 7 a 10 quilos por habitante ao ano.A expectativa do executivo é de que as vendas de aço inox no Brasil cresçam entre 5% e 6% em 2006, sobre as cerca de 170 mil toneladas vendidas em 2005, recuperando a perda de igual tamanho registrado no ano passado, quando houve retração do mercado brasileiro e mundial. No mundo todo, o consumo do produto soma 20 milhões de toneladas.O setor de bens de capital é o principal cliente da Acesita no Brasil, respondendo por cerca de 35% das vendas de aço inox da empresa. Em seguida, vêm os setores automotivo e de construção civil, com participações parecidas, entre 10% e 15%. A empresa também vende para o setor de tubos, linha branca e cutelaria, entre outros.Os executivos participaram hoje da inauguração das atividades da Acesita Serviços Campinas - antiga Cosinox, que foi recém adquirida por R$ 35 milhões (o que inclui investimentos em modernização). A unidade, que tem capacidade para processar 40 mil toneladas de aço por ano, atenderá basicamente os clientes do Sudeste, onde está concentrado o maior percentual de clientes da empresa.A unidade de Campinas é uma das filiais da Acesita Serviços, subsidiária integral da Acesita, criada recentemente. A Acesita Serviços coordena também as atividades de transformação e distribuição desenvolvidas pela Amorim Comercial (localizada em São Paulo), Cetubos (Minas Gerais) e Inox Tubos (também em São Paulo).

Agencia Estado,

21 de junho de 2006 | 15h05

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