Arcelor: Fusão gera oportunidade para CST exportar bobina para EUA

O diretor de relações com investidores da Arcelor Brasil, Leonardo Horta, afirmou hoje que já estão sendo identificadas algumas sinergias entre a Arcelor Brasil e a Mittal, que devem favorecer, principalmente, a Companhia Siderúrgica de Tubarão (CST).O executivo lembra que a siderúrgica brasileira já vendeu para a ISG, nos Estados Unidos, e que novas oportunidades deverão ser geradas para a venda de bobinas laminadas a quente - um produto de maior valor agregado - para o mercado norte-americano.O diretor lembra ainda que a siderúrgica mexicana Imexsa, da Mittal, era uma importante concorrente da CST e que agora deve se somar à unidade brasileira, gerando ganhos de escalas para o grupo. Para a Belgo, a expectativa inicial é de fortalecimento das exportações de steel cord (um tipo de aço de alto valor agregado, utilizado para produção de pneus radiais) para a América Latina. "Hoje a Mittal não participa desse mercado", lembra.Novo MercadoEle confirmou que a Arcelor Brasil estuda uma migração para o Novo Mercado da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). O executivo ressalta, no entanto, que o assunto está na pauta da empresa desde a sua formação, no final de 2005. "Atualmente já temos mais do que o Novo Mercado pede, com exceção da Câmara de Arbitragem, da Bovespa", explica.Leonardo Horta também comentou que a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) exagerou no tom ao suspender as ações da Arcelor Brasil por quatro dias. O executivo diz que apesar de ter muito apreço pelo órgão e seus profissionais, não concorda com a interpretação da CVM de que a operação que une a Mittal Steel e a sua controladora, a Arcelor, cria incertezas para os acionistas da empresa no Brasil."A CVM não reagiu assim com outros casos semelhantes e está sendo criticada por isso", disse. Ele afirmou, no entanto, que o novo pedido da autarquia sobre a fusão, enviado ontem à empresa, deverá ser prontamente atendido. Horta ressalta que o desenho da operação que criará a Arcelor-Mittal deixa claro que a nova empresa adotará a política de governança do grupo europeu, o que garante que nada vai mudar em relação ao que já vem sendo feito com as unidades no Brasil. "Não estamos rasgando nossos compromissos, pelo contrário", disse.

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