Ata do Copom e Fed reforçam otimismo na Bovespa

O mercado de ações abre o dia em tom otimista, com todas as condições para a Bovespa ter uma alta expressiva, recuperando a marca dos 40 mil pontos. Às 10h11, o Ibovespa subia 0,67% a 39.828 pontos. Depois do comunicado benigno do banco central americano (Fed) ontem, os investidores estão enxergando na ata da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, divulgada hoje cedo, mais uma sinalização positiva, de outro corte de 0,50 ponto porcentual da taxa Selic na última reunião do ano, no final de novembro. A ata do Copom repetiu outra vez o termo "maior parcimônia" na condução do processo de flexibilização adicional da política monetária, mas o mercado não se deixou abater por isso. A reunião do Fed ontem, que manteve inalterada a taxa básica de juro em 5,25% ao ano nos EUA, e o comunicado sem surpresas emitido pelo Fed devem renovar o sentimento positivo com os países emergentes que vem dominando os mercados internacionais nas últimas semanas, segundo analistas ouvidos em Londres pelo correspondente João Caminoto. A avaliação entre os especialistas é de que o comunicado do Fed, embora muito parecido com o do mês anterior, aliviou ligeiramente o risco de inflação nos EUA, afastando o temor de nova alta de juro e reforçando cenário de pouso suave. Mas essa avaliação favorável em relação à economia norte-americana continua dependendo dos indicadores econômicos. Os indicadores divulgados esta manhã nos EUA indicam que a economia está firme. As encomendas de bens duráveis aumentaram 7,8% em setembro, bem acima da alta de 2% prevista pelos economistas. Ao mesmo tempo, o número de pedidos de auxílio-desemprego subiu 8 mil, abaixo da previsão de alta de 9 mil. Um dado importante do dia é de dados de vendas de imóveis residenciais novos em setembro, previsto para as 11 horas. Os índices futuros de ações nos EUA operam com viés positivo. O Nasdaq subia 0,19% e o S&P 500 avançava 0,22%. Além da ata do Copom e do resultado da reunião do Fed ontem, o clima positivo na Bovespa é sustentando ainda pelo retorno do capital externo. No dia 23, a Bolsa paulista registrou entrada de R$ 206,833 milhões de recursos externos. Nesse dia, o Ibovespa fechou na máxima de 39.226,8 pontos, alta de 1,51% e volume financeiro R$ 2,387 bilhões. Com o resultado, o saldo do mês subiu para R$ 846,311 milhões. "Se continua entrando dinheiro estrangeiro a Bovespa vai chegar fácil novamente aos 42 mil pontos", diz uma fonte. O que pode limitar um avanço maior da Bolsa são as notícias corporativas, que deram o tom dos negócios na véspera. Ontem, a ação ON de Telemar caiu 6,30% e a PN recuou 1,54%, reagindo ao relatório do International Proxy Advisory Services (ISS) recomendando que os investidores se manifestem contra a reestruturação da Telemar na assembléia geral que tratará do assunto, marcada para 13 de novembro. A conclusão do ISS é que a reorganização proposta pela operadora não preserva os interesses dos acionistas minoritários. A Telemar divulgou hoje cedo lucro líquido no terceiro trimestre de R$ 269,6 milhões, equivalente a uma redução de 10,4% sobre os R$ 301,0 milhões apresentados em igual intervalo de 2005. Mas o número ficou em linha com as previsões dos analistas. O mercado também vai continuar olhando para Arcelor ON, que fechou em queda de 7,42% ontem, refletindo a decepção dos investidores com o valor da oferta púbica da Arcelor Mittal para as ações da Arcelor Brasil em circulação no mercado.

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