Ata do Copom é principal destaque da semana

O cenário internacional continuará sendo o principal foco de atenções do mercado financeiro nesta semana em que os indicadores e eventos mais importantes fazem parte da agenda doméstica. A grande expectativa é com a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) que, na quarta-feira, desacelerou o ritmo de redução da taxa básica de juros para 0,50 ponto porcentual. O documento com justificativas para essa decisão bem como o cenário externo e de inflação e atividade internas vistos pelo Banco Central (BC) deverão constar do documento que será divulgado na quinta-feira. "O mercado financeiro vai analisar essa ata com muita atenção para ver se vai haver espaço para novos cortes dos juros e em que magnitude eles poderão ocorrer", comenta Rodrigo Boulos, tesoureiro do Banif Investment Bank. A próxima reunião do Copom está marcada para os dias 18 e 19 de julho. Um indicador que atrai interesse do mercado também na quinta-feira é a inflação de maio calculada pelo IPCA, alvo da política de metas de inflação do BC. Outros dados importantes da semana, aponta Boulos, são os da produção industrial (abril) e os indicadores de produção e venda de carros da Anfavea, de maio, que serão conhecidos amanhã. São informações que vão dar ao BC uma idéia de como anda a atividade econômica, um dado que, combinado com a inflação, influencia as decisões do Copom sobre os juros. O tesoureiro do Banif Investment Bank comenta que a agenda fraca de dados no exterior e a perspectiva de divulgação de indicadores domésticos de acordo com as expectativas sugerem um ambiente mais calmo para a semana que abre os negócios de junho para o mercado. Isso não significa que a fase de volatilidade tenha acabado. "A volatilidade nos mercados deverá continuar até a próxima reunião do Fed (Federal Reserve, banco central americano)", prevista para o dia 29. Em semana fraca de dados externos, alguns eventos atraem a atenção, como as reuniões, na quinta-feira, do Banco Central Europeu e do Banco da Inglaterra para decidir o rumo dos juros. A perspectiva de elevação dos juros na Europa e no Japão faz parte das incertezas do mercado financeiro. Fora isso, a semana prevê ainda dois pronunciamentos de Ben Bernanke, presidente do Fed, um hoje e outro na sexta-feira. "Embora o Bernanke tenda a ser cada vez mais comedido na abordagem de temas que alimentem especulações sobre a política monetária americana, a fala dele sempre atrai expectativas", diz Boulos.

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