Ata do Fed estimula volatilidade para mercados

A minuta da última reunião do Federal Reserve, divulgada na tarde de ontem, serviu para confirmar a idéia de que os próximos passos do Fed vão continuar atrelados a indicadores de alta freqüência, especialmente os de inflação. A avaliação é do economista-sênior do Unibanco, Darwin Dib. Segundo ele, a chance de o preço do dólar comercial se aproximar de R$ 2 no curto prazo é remota. Ontem a moeda fechou a R$ 2,323, com alta de 0,56% e acumulando ganho em maio de 11,31%. "Toda volatilidade das últimas três semanas tem como pano de fundo o comunicado com o resultado da reunião do Copom dos Estados Unidos em maio", disse. "A minuta sanciona que as dúvidas (do mercado) são compartilhadas pelo próprio Fed (o banco central dos EUA)", afirmou. Para Dib, a volatilidade dos mercados deve continuar, tendo em vista que as incertezas não foram dissipadas pela ata. Em entrevista à Agência Estado, Dib defendeu que o ponto relevante da ata do Fed é de que os juros poderiam ter ficado estáveis ou terem subido 0,5 ponto porcentual. "O range de possibilidades é bastante elevado", ressaltou o economista, que acredita numa alta de 0,25 pp na reunião de junho. Para ver o vídeo com o resumo da entrevista, acesse a seção AE New Media no menu à esquerda.

Agencia Estado,

01 de junho de 2006 | 07h00

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