Ataques em SP não devem afastar investidor, diz francês

O diretor-geral do grupo francês PSA Peugeot Citroen, Pierre Michel Fauconnier, disse hoje que a onda de violência que atinge São Paulo e outros Estados não deve prejudicar a imagem do Brasil no exterior e afastar investimentos do país. "É um episódio conjuntural", afirmou o executivo, ressaltando que recentemente ocorreram vários protestos violentos na França e isso não prejudicou os investimentos naquele país. Fauconnier acredita na capacidade do Brasil em controlar a situação atual. A fábrica de automóveis do grupo no País está instalada em Porto Real, Rio de Janeiro, onde até o início da tarde não havia informações de ataques de grupos ligados ao PCC, acusado de liderar as ações que começaram na sexta feira. Ele disse ainda que a empresa não tomou qualquer iniciativa para proteger instalações como a rede de concessionárias. Analistas ouvidos pela Agência Estado em Londres ainda não vêem um impacto direto da crise de segurança sobre os preços dos ativos brasileiros, mas admitem que monitoram os acontecimentos e afirmam que o mercado pode reagir se os ataques não forem contidos. Os ataques comandados pelo crime organizado em São Paulo já resultam em cerca de 80 mortos. A sublevação do crime começou com investidas contra instalações da polícia e rebeliões em presídios paulistas e nas últimas horas ônibus e agências bancárias passaram a ser alvos. O transporte público está parcialmente afetado na capital paulista.

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