Ativos de risco despencam no exterior com compulsório chinês

Os investidores se recolheram e os ativos de risco despencaram após o Banco da China (PBOC) anunciar aumento da taxa de reserva para o depósito dos bancos, apesar de ontem indicadores mostrarem queda no ritmo da inflação ao consumidor no país. Como é feriado nacional na China na semana que vem, o Ano Novo Lunar, alguns já especulavam que

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

12 de fevereiro de 2010 | 10h01

o BC chinês atuaria na política monetária.

 

O anúncio do PBOC foi feito praticamente junto à divulgação dos aguardados PIBs da Grécia, Portugal e zona do euro, especialmente já que a Alemanha havia informado pouco antes que sua economia surpreendentemente estagnou-se no quarto trimestre. Em um ambiente já pesado pela falta de ajuda concreta à Grécia, o euro despencou para o patamar de US$ 1,35, os

futuros de Nova York foram para as mínimas, a Europa perdeu estímulo e os Treasuries, assim como os títulos dos governos europeus receberam investidores em fuga. Segundo investidores, o Banco da Suíça interveio uma segunda vez nesta manhã para conter a apreciação do franco suíço em relação ao euro. Mais cedo, o BC suíço já havia aparecido no mercado para

resgatar a moeda europeia.

 

O PBOC anunciou que a taxa do compulsório será elevada em 0,50 ponto porcentual a partir de 25 de fevereiro.

 

O economista do Bank of America-Merrill Lynch, Lu Ting, disse que o BC chinês está utilizando o compulsório, porque um aumento da taxa de juro poderia atrair fluxo especulativo. Segundo ele, o PBOC deve elevar o compulsório em mais 1,50 ponto porcentual este ano. Lu estima que o PBOC não irá subir o juro até o segundo semestre. As informações são da Dow Jones.

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