Atrasos na produção da Embraer estão quase resolvidos, diz Botelho

O presidente da Embraer, Mauricio Botelho, afirmou hoje que os problemas na cadeia de produção da nova família de jatos 170/190 estão praticamente resolvidos. A Embraer registrou atrasos na entrega de alguns desses aviões para pelo menos dois clientes, e foi obrigada a pagar multas.De acordo com ele, faz parte da estratégia da empresa para evitar mais atrasos na cadeia de fabricação da nova família o rompimento do acordo de fornecimento de asas com a empresa japonesa Kawasaki, em Gavião Peixoto (SP). A medida resultará na demissão de cerca de 300 funcionários da Kawasaki, que passarão por um novo processo de seleção para serem integrados à Embraer.De acordo com Botelho, essa mudança resultará em menos custos no processo de produção dos aviões. Além disso, a Embraer deve recontratar todos os empregados e eventualmente até aumentar o número de vagas, conforme cresce o volume de produção. As entregas estavam atrasadas por problemas no software de operação das aeronaves, questões de treinamento da tripulação que vai operar os novos aviões e dificuldades de entrega de peças.Em evento na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), o presidente afirmou ainda que a Embraer está tendo "conversas" com a companhia aeronáutica EADS para abrir uma unidade de produção conjunta de helicópteros, mas não há nada definido.

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