Áustria diz que possível socorro para a Grécia não será brando

Pacote de ajuda à Grécia vai depender de comprometimento com medidas fiscais adicionais

Danielle Chaves, da Agência Estado,

11 de fevereiro de 2010 | 08h26

Os líderes da União Europeia não vão oferecer à Grécia um socorro brando na reunião que começou nesta manhã em Bruxelas, afirmou o chanceler da Áustria, Werner Faymann, em entrevista a uma rádio. "Não é o caso de presentes na forma de dinheiro ou subsídios, mas sim o de empréstimos com juros que podem ser concedidos rapidamente para ajudar um país o mais rápido possível, para que isso não se transforme em turbulência nos mercados financeiros e em uma crise que ninguém mais pode controlar", disse Faymann.

 

Os comentários do chanceler austríaco são os mais claros até agora feitos por um líder europeu sobre as chances de uma solução abrangente para os problemas de dívida enfrentados pela Grécia e, em última instância, pela zona do euro. Faymann afirmou que não espera que os líderes concordem hoje sobre detalhes como quanto cada país membro iria fornecer ou qual será a taxa de juros que a Grécia terá de pagar sobre um possível empréstimo.

 

Em contraste com alguns relatos que sugerem o contrário, Faymann apontou a possibilidade de envolver o Fundo Monetário Internacional (FMI)  no plano de resgate. "Nós não sabemos exatamente como isso será organizado, mas eu acredito que será uma cooperação entre países e o FMI", disse o chanceler.

 

Faymann destacou que é imperativo deter os problemas nos mercados financeiros antes que eles saiam do controle. "Se agimos para controlar um primeiro caso, isso certamente terá mais efeito do que se apenas colocarmos nossas mãos nos bolsos e observarmos", disse Faymann.

 

Segundo a agência Reuters, uma fonte de um governo da União Europeia afirmou que o pacote de ajuda à Grécia vai depender de o governo grego se comprometer com medidas fiscais adicionais. As informações são da Dow Jones.

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