Autorregulação sobre derivativos em fundos começa em junho, diz Anbima

O superintendente da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), José Carlos Halpern Doherty, afirmou hoje à Agência Estado que três iniciativas de autorregulação da indústria de fundos devem entrar em vigor no curto prazo.

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado,

27 de abril de 2010 | 17h37

 

Uma delas é o acompanhamento dos derivativos, que deve avaliar se existe harmonia entre o perfil do investidor e o fundo em que ele deseja aplicar, observando regras mais claras e contratos mais transparentes entre o investidor e a empresa gestora do fundo. De modo geral, a Anbima quer assegurar a boa administração dessa categoria de fundos, que tem uma capacidade grande de causar prejuízos para aplicadores e empresas administradoras de recursos. A medida deve começar a vigorar no dia 1.º de junho, segundo Doherty, que participou hoje do evento Brasil Investment Summit, em São Paulo.

 

Uma outra novidade da autorregulação imposta pela Anbima, que deve começar a ser implementada em julho, é a supervisão in loco de representantes da entidade nas empresas gestoras de fundos de investimento. De acordo com Doherty, especialistas da Anbima devem visitar, pelo menos uma vez por ano, tais empresas para verificar se estão desempenhado suas funções em harmonia com boas normas profissionais, o que envolve, entre outras atividades, total cumprimento de compliance, segregação de funções entre quem é gestor e quem é responsável por supervisionar a atividade do administrador e planos de contingência.

 

Uma terceira medida é o código de autorregulação para operações de tesouraria, que deve estar pronto no segundo semestre e começará a ser aplicado pelas instituições financeiras a partir do primeiro semestre de 2011. Esse conjunto de normas terá como objetivo a adoção de procedimentos que possam manter em alto nível a atividade das mesas de operação das empresas desse setor. Entre as regras, a Anbima quer que as ligações telefônicas que contam com a participação de funcionários de tesouraria sejam gravadas.

 

Doherty ressaltou ainda que a autorregulação da Anbima visa a não permitir a complacência com maus gestores e conflitos de interesses entre aqueles que avaliam os processos administrativos e as empresas analisadas. A entidade possui cinco conselhos de autorregulação, que atuam nos seguintes segmentos: oferta de ações, fundos de investimento, custódia, private banking e certificação dos profissionais. Ele ilustrou que o conselho de autorregulação de Fundos é composto por 20 membros, sendo seis deles representantes da Anbima e os outros 14 de outras entidades, como Abrasca, Abrapp e Abimaq.

 

As declarações de Doherty foram dadas no Brasil Investment Summit 2010, evento realizado em um hotel da capital.

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