Auxílio-desemprego menor e Europa animam bolsas de NY

As bolsas norte-americanas devem iniciar a quinta-feira em alta, apontam os índices futuros. O otimismo na Europa após a decisão do Banco Central Europeu de manter a política monetária ajuda a animar Wall Street, que também repercute favoravelmente a queda maior que a esperada dos pedidos de auxílio-desemprego enquanto os investidores esperam por dados de janeiro do mercado de trabalho, que saem amanhã. Às 12h15 (de Brasília), o Dow Jones futuro subia 0,21%, o Nasdaq ganhava 0,30% e o S&P 500 avançava 0,20%.

ALTAMIRO SILVA JÚNIOR, CORRESPONDENTE, Agencia Estado

06 de fevereiro de 2014 | 12h25

O dia hoje tem vários indicadores, mas a expectativa maior de Wall Street é pelo relatório de emprego que será divulgado amanhã. O interesse é saber o impacto do inverno rigoroso nos números e se os dados fracos de dezembro foram um ponto fora da curva ou se podem ser o início de uma tendência.

Um relatório de emprego fraco pode levantar novas dúvidas sobre a atividade econômica e provocar estresse no mercado. O que inicialmente inquietou Wall Street como uma turbulência nos países emergentes se transformou em uma preocupação maior com os rumos da economia norte-americana. "Há muita incerteza entre os investidores, sobretudo quando se considera que o Fed está sob nova gestão", avalia o estrategista-chefe da corretora CovergEx Group, Nicholas Colas em um e-mail a investidores.

Com relação ao mercado de trabalho, hoje saíram os pedidos de auxílio-desemprego da semana encerrada no dia 1 de fevereiro, que caíram para 331 mil. A projeção dos analistas era de que ficassem em 335 mil. Além disso, a consultoria Challenger, Gray & Christmas divulgou alta de 41% das demissões em janeiro na comparação com dezembro. Já a produtividade da mão de obra subiu 3,2% no quarto trimestre.

Dois dirigentes do Federal Reserve falam hoje e podem comentar a atividade econômica e tendências para a política monetária. O diretor Daniel Tarullo fala novamente, às 13h (de Brasília), mas ontem ele participou de uma audiência na Câmara e não deu declarações à imprensa. O outro a falar é o presidente do Fed de Boston, Eric Rosengren, que não vota este ano nas reuniões de política monetária e discursa às 20h30 (também de Brasília).

Na Europa, o Banco Central Europeu decidiu manter a taxa de juros. O presidente da instituição, Mario Draghi, afirmou que o BCE pode tomar ações defensivas, se necessário, e disse prever alta gradual da inflação. "Não há deflação na zona do euro", declarou.

No noticiário corporativo, o papel do Twitter deve ser destaque de negócios hoje. A empresa divulgou ontem após o fechamento do mercado prejuízo de US$ 511 milhões, dentro do esperado, e alta de 116% das receitas, acima do previsto. Os analistas, porém, reclamaram do baixo crescimento do número de usuários. No pré-mercado, o papel recuava 22%.

Entre as companhias que divulgam resultados hoje estão General Motors, Kellogg, Vodafone e LinkedIn. Nesta manhã, a montadora GM anunciou queda de 13% no lucro, que veio abaixo do esperado. No pré-mercado, o papel cedia 4,11%.

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