Avaliação de desempenho deve considerar sempre o risco

A avaliação de desempenho dos fundos de investimento deve sempre considerar a rentabilidade obtida pela carteira por unidade de risco. A rigor, este é o correto sistema de avaliação de desempenho de qualquer investimento. Não basta pensar no nível de retorno esperado se o cliente não conhece o risco do investimento. Por isso, os rankings que consideram apenas a rentabilidade são insuficientes, embora ainda sejam de uso bastante comum. A meta de qualquer investidor é escolher fundos e ativos que tenham maior retorno por unidade de risco. Ou, em outras palavras, que garantam um nível de retorno com menor risco. O gestor deve ter a preocupação de garantir retorno compatível com o nível de risco aceito pelo investidor. Para fazer uma avaliação que considere o risco, é preciso calcular a chamada volatilidade dos fundos, que é uma medida deste risco. A volatilidade mede quanto o rendimento pode oscilar, para cima ou para baixo, a partir do retorno médio da série avaliada. Quando compro uma ação por 10, sei que posso vender a diversos preços. Porém, com grande probabilidade, por exemplo 95%, este preço de venda estará entre 9 e 11. Com isso, foi definido um intervalo de oscilação previsto como certo. Este intervalo define que existe o risco, com 95% de probabilidade, de vender a ação entre 9 e 11. Se vender por 9, perco dinheiro. Se vender por 11, ganho. Mas o risco é igual. Existe também o risco, com 5% de probabilidade, de vender a ação por valores abaixo de 9 ou acima de 11. O Índice de Sharpe tem justamente esta função, de medir o retorno, acima de um patamar mínimo facilmente obtido em outros investimentos (como o juro da caderneta de poupança), por unidade de risco. O rendimento da caderneta costuma ser usado como referência mínima de rendimento porque qualquer pessoa pode aplicar seu dinheiro nesta conta, com razoável nível de segurança dentro do limite de proteção do Fundo Garantidor de Crédito . Quanto maior o Sharpe de um fundo, melhor, porque isso indica maior retorno por unidade de risco.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.