Aversão a risco leva Bovespa a cair 1,19%; Petrobrás sobe

Giro financeiro totalizou R$ 6,616 bilhões, dos quais R$ 2,29 bilhões decorrentes do vencimento de opções sobre ações

Claudia Violante, da Agência Estado ,

21 de fevereiro de 2011 | 18h34

O agravamento dos conflitos políticos no Norte da África e Oriente Médio trouxe a aversão ao risco para o mercado acionário e perdas à Bolsa de Valores de São Paulo neste início de semana. O índice Bovespa à vista não conseguiu se manter nos 68 mil pontos, retomados na sexta-feira, e só não teve desempenho pior por causa da alta dos papéis da Petrobrás. O feriado do Dia do Presidente nos EUA diminuiu um pouco o volume de negócios.

O Ibovespa fechou esta segunda-feira em queda de 1,19%, aos 67.258,66 pontos. Na mínima do pregão de hoje atingiu 67.085 pontos (-1,44%) e, na máxima, 68.067 pontos (estável). No mês, acumula alta de 1,03% e, no ano, queda de 2,95%. O giro financeiro totalizou R$ 6,616 bilhões, dos quais R$ 2,29 bilhões decorrentes do vencimento de opções sobre ações. Os dados são preliminares.

O sinal negativo do dia decorreu da piora da situação na Líbia, onde os manifestantes foram repreendidos à bala pelas forças de segurança do governo. Com o recrudescimento dos protestos, as empresas começam a retirar seus funcionários e paralisar operações, entre elas as companhias petrolíferas. Como a Líbia é um grande exportador, o preço do petróleo disparou hoje. O petróleo tipo Brent superou US$ 108 durante o pregão na ICE, com alta acima de 5%. No pregão eletrônico da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex) eletrônica, o petróleo tipo WTI para entrega em março superou 6% de alta, acima de US$ 91 o barril.

A alta do petróleo puxou os papéis da Petrobrás. A ação ON subiu 0,03% e Petrobrás PN, 0,11%. Boa para Petrobras, a alta do petróleo é mais um componente a pressionar os preços e prejudicar os índices de inflação. Com isso, influenciou negativamente os demais papéis. Vale ON caiu 2,26% e Vale PNA perdeu 2,07%.

As Bolsas norte-americanas não operaram hoje e, na Europa, os índices acionários também recuaram com a tensão no Norte da África e no Oriente Médio. A bolsa italiana, com maior exposição à Líbia, esteve entre as que mais se ressentiram da instabilidade na região. Na Bolsa de Milão, o índice FTSE MIB caiu 3,59%. Em Londres, o índice FT-100 fechou em baixa de 1,12%. Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX encerrou com queda de 1,41%. Em Paris, o índice CAC-40 fechou com perdas de 1,44%.

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