Aversão ao risco aumenta e provoca queda de euro e dólar ante iene

Às 12h05 (de Brasília), o euro caía para 110,97 ienes e o dólar cedia para 89,81 ienes

Cynthia Decloedt, da Agência Estado,

20 de maio de 2010 | 12h05

A preocupação com os problemas na Europa somada aos números piores sobre atividade econômica nos Estados Unidos, divulgados nesta manhã, provocaram uma nova onda de vendas de ações e saída dos investidores de moedas sensíveis ao crescimento global. Temores de que a crise europeia atrase a recuperação econômica puxou para baixo o bloco das chamadas moedas commodities, com o dólar australiano despencando mais de 3,5% contra o dólar norte-americano e o dólar canadense cedendo acima de 2,5%.

O euro estabeleceu uma mínima em nove anos e meio contra o iene, cedendo para abaixo de 110 ienes, após rumores de intervenção para conter o rápido declínio da moeda comum europeia. As vendas foram impulsionadas também pela retração das bolsas norte-americanas, que chegou a superar os 3%. Contra o dólar, o euro resistiu um pouco mais e apenas testou o nível de US$ 1,23. O iene mostrou força também contra o dólar, que perdeu a sustentação de 90 ienes e chegou a 88,97 ienes na mínima intraday.

Às 12h05 (de Brasília), o euro caía para 110,97 ienes, depois de atingir mínima a 109,47 ienes; o dólar cedia para 89,81 ienes, acima da mínima de 88,97 ienes, mas abaixo de ontem em Nova York, a 91,54 ienes. O euro operava em baixa contra o dólar, a US$ 1,2358, acima da mínima de US$ 1,2295, mas abaixo do fim do dia ontem em Nova York a US$ 1,2391.

O euro sustenta-se contra o dólar a partir de conclusões de que as autoridades, embora preocupadas com a queda da moeda, não intervirão a seu favor. Ao mesmo tempo, os investidores esperam para ver se outros países da zona do euro seguirão a Alemanha, que anunciou proibição de posições vendidas a descoberto de certos ativos.

O iene e o dólar têm sido veículos de proteção para os investidores em momentos de maior risco. Dessa forma, o dólar tem assegurado vantagem contra algumas moedas emergentes, como o real brasileiro, mas não contra todas. O rublo russo, por exemplo, caiu nesta quinta-feira.

A queda das commodities também contribui para as vendas de moedas commodities. Os investidores temem pela recuperação econômica global e que a demanda chinesa pelas commodities seja prejudicada por medidas do governo para conter o setor de construção.

O dado sobre novos pedidos de auxílio-desemprego e de indicadores antecedentes dos EUA contrariaram as expectativas dos economistas. Os pedidos subiram, ao invés da queda esperada; e o índice de indicadores antecedentes caiu em abril pela primeira vez desde março de 2009. As informações são da Dow Jones.

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