Aversão ao risco domina negócios e Bolsa cai

Às 14h16, o Ibovespa registrava queda de 2,19% aos 65.223 pontos, após ter alcançado a máxima de 66.706 pontos e a mínima de 65.158 pontos

Beth Moreira, da Agência Estado ,

18 de abril de 2011 | 12h25

A aversão ao risco nos mercados internacionais se replica na Bolsa brasileira nesta segunda-feira, dia de vencimento de opções sobre ações e início de semana mais curta em razão dos feriados de Tiradentes e Sexta-feira Santa. O Ibovespa perdeu os 66 mil pontos logo na abertura do pregão com a queda dos papéis do setor de petróleo, mineração e siderurgia. Ações de caráter mais defensivo, como energia e telefonia, são destaques entre as altas.Às 14h16, o Ibovespa registrava queda de 2,19% aos 65.223 pontos, após ter alcançado a máxima de 66.706 pontos e a mínima de 65.158 pontos. O giro financeiro era de R$ 6,6 bilhões, com projeção para alcançar R$ 12,3 bilhões no encerramento do dia. Em Nova York, o Dow Jones operava em baixa de 1,78%, enquanto o S&P caía 1,65%.

Segundo operadores, além do temor com a reestruturação da dívida da Grécia e o aumento do compulsório na China, o ambiente segue pesado por conta da redução da perspectiva da classificação do rating de crédito soberano dos Estados Unidos de estável para negativa. "Se os Estados Unidos, que são o ativo mais 'risk free' do mundo, tem perspectiva negativa, imagine o resto", comenta um operador de uma corretora paulista.

Além do cenário global desfavorável, OGX, do empresário Eike Batista, sofre pressão adicional, após ter divulgado na noite de sexta-feira o relatório da DeGolyer & MacNaughton (D&M) com levantamento sobre o volume de recursos potenciais líquidos da empresa. Há pouco, o papel cedia 15,62%, liderando a lista das mais expressivas baixas do Ibovespa e responsável pelo maior giro do mercado, de R$ 759,7 milhões.

Conforme o relatório da D&M, o volume de recursos potenciais líquidos da OGX já atinge os 10,8 bilhões de barris de óleo equivalente (BoE), incremento de 58,8% em relação ao portfólio divulgado no final de 2009, de 6,8 bilhões de BoE. O mercado não gostou, no entanto, dos números sobre as recursos contingentes. O analista da Socopa, Osmar Camilo, explica que havia uma expectativa no mercado de que os recursos contingentes ficassem próximos de 4 bilhões de barris. O número divulgado, no entanto, foi de 3 bilhões de barris.

Operadores destacam ainda vários relatórios divulgados hoje por bancos de investimento e corretoras reduzindo a recomendação para os papéis da companhia. Um deles foi o BTG Pactual, que divulgou relatório rebaixando a recomendação para os papéis da OGX de compra para neutro. O banco também reduziu o preço-alvo para R$ 21,63, ante R$ 27,63 mantido anteriormente. (ver nota publicada no AE Empresas e Setores às 11h54)

Outras empresas do setor de petróleo também recuam: Petrobrás PN (3,28%), Petrobrás ON (-2,83%), ambas entre as maiores baixas do Ibovespa. A HRT recuava 4,94%.

Vale PNA cede 1,42% e ON cai 1,33% . Bradespar, importante acionista da mineradora, recua 1,57% e MMX, de Eike Batista, opera com queda de 5,23%, entre as maiores baixas do Ibovespa.

(Texto atualizado às 14h21)

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