Aversão ao risco gera quenda nas bolsas asiáticas

A aversão ao riscos gerada por indicadores fracos das principais economias do mundo atingiu grande parte dos mercados acionários da região da Ásia e do Pacífico com uma forte onda de vendas. As bolsas da Xangai, Hong Kong e Seul fecharam em baixa nesta quinta-feira, seguindo um enfraquecimento acentuado em Tóquio e Nova York, apesar de Sydney ter destoado ante a tendência geral e encerrado em alta, com busca por barganhas.

AE, Estadão Conteúdo

16 de outubro de 2014 | 08h39

Descrita por muitos analistas como uma "tempestade perfeita", a somatória de diversos fatores econômicos e geopolíticos desencadeou as vendas de ações em todo o mundo. O enfraquecimento na inflação da China se juntou à primeira queda mensal em mais de um ano no índice de preços ao produtor (PPI) do Estados Unidos e a volta das vendas no varejo norte-americano ao terreno negativo, ao mesmo tempo em que Alemanha seguiu publicando uma série de números econômicos fracos. Além disso, o surto de ebola continua a se espalhar pelo mundo e as tensões geopolíticas entre Rússia e Ucrânia persistem nos radares dos investidores.

Com isso, as bolsas de Nova York fecharam em queda acentuada ontem e o índice japonês Nikkei, de Tóquio, recuou ao menor nível em quatro meses na sessão desta quinta-feira. Seguindo a tendência, o índice Hang Seng, de Hong Kong, perdeu 1,03%, aos 22.900,94 pontos, e o índice sul-coreano Kospi, de Seul, recuou 0,37%, para 1.918,83 pontos.

A aversão ao risco sufocou até alguns indicadores positivos da China, divulgados nesta madrugada. Os bancos chineses concederam 857,2 bilhões de yuans em novos empréstimos em setembro, acima dos 702,5 bilhões de yuans emitidos em agosto, de acordo com dados do Banco do Povo da China (PBoC). O montante de crédito concedido no mês passado também superou as expectativas dos economistas consultados pelo Wall Street Journal, que sugeriam uma cifra de 745 bilhões de yuans.

Além disso, a China atraiu US$ 9,01 bilhões em investimento estrangeiro direto (IED) em setembro, um aumento de 1,9% em relação ao mesmo mês no ano anterior, afirmou o Ministério do Comércio, em um comunicado. O resultado foi superior aos US$ 7,20 bilhões em IED registrados em agosto, quando o número recuou para o menor nível desde julho de 2010, 14,0% menor ante o mesmo período em 2013.

Apesar dos resultados, o índice Xangai Composto perdeu 0,72%, aos 2.356,50 pontos, e o índice Shenzhen Composto recuou 1,35%, para 1.332,90 pontos.

Por outro lado, na Austrália, o índice S&P/ASX 200, da Bolsa de Sydney, ganhou 0,18%, aos 5.254,90 pontos, após cair cerca de 1,5% durante o pregão. A recuperação veio com uma busca por ativos com altos rendimentos operados a preços baixos. Entre os destaques negativos, as ações da BHP Billiton perderam 1,39% e as da Rio Tinto caíram 1,80%. Os papéis da Fortescue Metals Group caíram 6,04%, em meio a um contínuo enfraquecimento dos preços do minério de ferro. Com informações da Dow Jones

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