Balanço da Shell leva Bolsa de Londres à máxima em 5 anos

As bolsas européias atingiram novas máximas nesta manhã, com os resultados positivos da Royal Dutch Shell e da France Telecom alimentando os mercados, aliviados com o comunicado favorável do Fed (banco central americano), divulgado depois da reunião de política monetária de ontem. O resultado da Royal Dutch Sheel e o desempenho positivo das mineradoras projetaram o índice FT-100, da Bolsa de Londres, à máxima em cinco anos, a 6.244,60 pontos. Às 9h26 (de Brasília), o índice operava um pouco abaixo disso, a 6.222,00 pontos, alta de 0,13%. Em Frankfurt, o índice Xetra-DAX subia 0,49% e em Paris, o índice CAC-40 avançava 0,61%. A Royal Dutch Shell informou que seu lucro no terceiro trimestre, de US$ 6,9 bilhões, superou o previsto pelos analistas. As ações da companhia subiram mais de 3% depois da divulgação do resultado. A produção de petróleo durante o trimestre cresceu 1%, para 3,25 milhões de barris ao dia, com o desenvolvimento de novos projetos na Nigéria, Rússia, Brunei. O avanço dos preços das commodities metálicas e do petróleo também ajudaram a manter o índice londrino em território positivo. Os papéis das companhias de petróleo subiram na esteira da apreciação da commodity para acima de US$ 62,00 o barril em Londres mais cedo - o petróleo já está em baixa agora. Os investidores ampliaram suas posições em mineradoras, seguindo a sustentação dos preços dos metais nos últimos dias. Embora o desempenho do cobre não tenha sido brilhante, outros metais operam próximos a níveis importantes de alta. Ontem, os contratos futuros de zinco e chumbo atingiram novos recordes na London Metals Exchange (LME), com expectativas sobre o risco de nacionalização das minas de zinco, prata e estanho da Bolívia. Os papéis da Vedanta Resources avançaram mais de 3% e os Xstrada subiram 2% em Londres mais cedo. As ações da Kazakhmys ganharam 1,6%. As ações da France Telecom avançaram mais de 4%, depois de informar que suas receitas no terceiro trimestre subiram 8,9%, para cerca de US$ 16,5 bilhões, no teto da margem das projeções dos analistas. Entre outras companhias que anunciaram seus balanços hoje estão as farmacêuticas AstraZeneca e GlaxoSmithKline. A AstraZeneca disse que encerrou o terceiro trimestre com lucro líquido 30% maior, em comparação a 2005, graças a controle nos custos com administração e aumento nas vendas de seus principais medicamentos. A quinta maior farmacêutica do mundo disse que seu lucro líquido foi para US$ 1,59 bilhão no trimestre e o lucro operacional subiu 24%, para US$ 2,1 bilhões. O balanço, de modo geral, ficou em linha ao previsto. Mas o anúncio de que os testes com alguns novos medicamentos, incluindo para prevenção de enfarte, não foram bem sucedidos provocaram queda de mais de 6% nos papéis da empresa. A Glaxo disse que seu lucro após impostos subiu 15% no terceiro trimestre, para US$ 2,6 bilhões, ou 24,4 por ação diluída e que irá recomprar 6 bilhões de libras esterlinas em ações nos próximos três anos. As receitas avançaram 3% para 5,64 bilhões de libras esterlinas, já que o aumento nas vendas de medicamentos para o sistema nervoso central e antivirais foi minimizado por queda nas vendas de medicamentos respiratórios. As ações da Glaxo caíram 2,7% após a divulgação do balanço. As informações são da Dow Jones e agências internacionais.

Agencia Estado,

26 de outubro de 2006 | 09h28

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