Banco ABN avalia que ação da Contax é uma dica quente

A corretora do banco ABN Amro Real passou a acompanhar o desempenho da Contax, empresa especializada em contact center, e de suas ações na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) com avaliação de que os papéis terão "alta performance". O preço-alvo calculado para as ações preferenciais é de R$ 4,24, equivalente a um potencial de valorização superior a 48% até o fim do ano, e para as ordinárias, de R$ 5,09, o que representa uma expectativa de ganho próximo de 36%. Para os analistas da corretora, a empresa deve registrar resultados favoráveis nos próximos anos, especialmente em função do aumento do faturamento. Em relatório distribuído aos clientes, o analista Alex Pardellas afirma que o setor de contact center terceirizado ainda tem grande espaço para crescer, considerando que grande parte das empresas ainda opera seus próprios centros de atendimento. A opinião do especialista é que a Contax está bem posicionada no setor. "Além de ser uma das mais importantes prestadoras de serviços de contact center, a empresa investe bastante em TI e pessoal", escreve. Apesar disso, Pardellas não considera, em suas premissas para o negócio, elevado ganho de produtividade ao longo dos próximos anos. A crença do especialista é que neste ano a margem Ebitda (ganho antes do pagamento de juros, impostos, depreciações e amortizações) ficará em torno de 14%, sem mostrar modificação relevante sobre 2005. O resultado financeiro, na opinião dele, também deve continuar "positivo e bastante elevado", o que deve beneficiar o lucro líquido da empresa. As projeções de Pardellas apontam para receita líquida de R$ 1,397 bilhão neste ano, o que representa crescimento de 33,8% sobre o exercício passado. A geração operacional de caixa estimada é de R$ 200,7 milhões, equivalente a uma margem de 14,4%, e um aumento de 26,3% sobre o desempenho de 2005. O lucro líquido calculado para o final deste ano é de R$ 108,4 milhões - aumento de 34,4%. Em seu relatório de início de cobertura, o analista afirma que o risco do negócio é elevada concentração dos clientes. Isso porque cerca de 70% do faturamento vem da própria Telemar, companhia do mesmo grupo e que, até antes de sua listagem na Bovespa, era a controladora da Contax.

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