Banco Central de Portugal tenta acalmar investidores sobre Banco Espírito Santo

Portugal afirmou que a instituição tem margem de capital suficiente para se proteger dos problemas em seu controlador

Agência Estado

18 de julho de 2014 | 09h34

O banco central de Portugal buscou acalmar os investidores sobre a situação do Banco Espírito Santo (BES) e alegou nesta sexta-feira que a instituição tem margem de capital suficiente para se proteger dos problemas em seu controlador, mesmo no pior cenário.

O presidente do Banco de Portugal, Carlos Costa, que respondeu a perguntas no Parlamento, disse que não espera nenhum impacto material dos problemas em negócios em Angola do Banco Espírito Santo.

O governo angolano concedeu 70% da carteira de crédito para o banco. Costa disse que não prevê que calotes superem esse nível. O presidente do BC também afirmou que todos os empréstimos fornecidos pelo Banco Espírito Santo para a unidade BES Angola deverão ser pagos como previsto, considerando que o credor de Angola é solvente.

Costa também afirmou que investidores privados têm demonstrado interesse em injetar capital no Banco Espírito Santo, apesar de as incertezas atuais impedirem que isso aconteça imediatamente.

O Banco Espírito Santo foi atingido por problemas em sua holding, Espírito Santo International, que mostrou estar em condição financeira grave. A sua principal unidade, Rioforte Investments, deve iniciar um pedido de proteção judicial nos próximos dias, de acordo com uma pessoa familiarizada com a situação.

O BES disse que tinha um colchão de capital 2,1 bilhões de euros (US$ 2,84 bilhões) para cobrir quaisquer potenciais calotes do Espírito Santo International. A sua exposição ao ESI e entidades relacionadas incluem 1,2 bilhão de euros em empréstimos, 853 milhões de euros em dívida detida por clientes de varejo e 2 bilhões de euros detidos pelos clientes institucionais. Fonte: Dow Jones Newswires.

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