Banco melhora projeções para Telemar

O banco de investimentos Bear Stearns revisou suas estimativas para a Telemar, após a informação divulgada pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de que o mercado de telefonia sem fio brasileiro atingiu 94,9 milhões de assinantes ao final de agosto, e que a Telemar tinha uma fatia de mercado de 12,3%, o que implica 12,6 milhões de assinantes. Em relatório, os analistas Rizwan Ali, Miguel Garcia e Alexander Constantini afirmam que esse número supera a previsão de 12,5 milhões de assinantes para a operadora ao final de setembro. "Como resultado, nós elevamos nossa estimativa para o número de assinantes de telefonia sem fio ao final do terceiro trimestre para 12,7 milhões, com 700 mil adições líquidas à base durante o período (acima da previsão anterior de 500 mil)", afirma o relatório. Para o ano que vem, a previsão de adição líquida à base também foi revisada, de 1,5 milhão para 2,0 milhões. As estimativas de receita para este ano e o próximo foram alteradas marginalmente, segundo os analistas, porque "o crescimento maior da base de assinantes deverá ser compensado pela receita média mensal por assinante (Arpu) menor. A previsão de faturamento para este ano foi reduzida em 0,4%, de US$ 7,753 bilhões para US$ 7,722 bilhões. Para o ano que vem, a estimativa de receita foi diminuída em 0,3%, passando de US$ 7,416 bilhões para US$ 7,394 bilhões. A expectativa de margem Ebitda recuou de 37,8% para 37,6% para 2006, e de 38,5% para 38,1% para 2007, por causa de custos adicionais relacionados ao crescimento mais elevado. As previsões de fluxo de caixa livre caíram 1,0% em 2006, para US$ 1,197 bilhão, e 1,8% em 2007, para US$ 1,34 bilhão. Ações Os analistas acreditam que as ações ordinárias (ON) e preferenciais (PN) da Telemar estão com valores atraentes caso a proposta de reestruturação do grupo seja aprovada e resulte em expansão. Os acionistas deverão votar a medida dentro de cerca de um mês. Em relatório, os analistas afirmaram estimar um ganho de 73% para as ações ON se a relação valor estimado da empresa/Ebitda (EV/Ebitda) de 2007, atualmente em 3,9 vezes, expandir para 5,0 vezes, e de 50%, caso esse múltiplo atinja 4,4 vezes. Para as ações PN, a expectativa é de um ganho de 47%, caso o múltiplo atinja 5,0 vezes e de 27%, se for de 4,4 vezes. "Se não houver expansão, as ações ON ainda assim irão valorizar (cerca de 30%), enquanto as PN vão ganhar cerca de 10%, de acordo com nossa análise." As ações ON, por outro lado, enfrentam também o maior risco de desvalorização caso o acordo não seja aprovado e se o múltiplo se mantiver no valor atual. "Sob esse cenário e assumindo que o prêmio ON-PN caia para 50% (ainda acima dos níveis históricos), as ações ON deverão recuar levemente, enquanto as PN vão subir cerca de 46%. Se o múltiplo não se sustentar, o potencial de declínio das ON deverá ser ainda mais significativo", afirma o relatório.

Agencia Estado,

26 de setembro de 2006 | 07h00

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