Banco Pine captal US$ 106 milhões em empréstimo liderado pelo IIC

Ideia inicial era captar US$ 75 milhões, mas por conta do interesse dos bancos, o Pine resolveu aumentar o total captado

Altamiro Silva Junior, da Agência Estado,

26 de janeiro de 2011 | 15h07

O Banco Pine, focado em crédito para médias empresas, captou US$ 106 milhões no exterior por meio de um empréstimo sindicalizado coordenado pelo Inter-American Investment Corporation (IIC), instituição financeira multilateral membro do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Os recursos serão trazidos ao Brasil nesta quarta-feira, 26, e serão usados para financiar operações de crédito de empresas médias. O Pine trabalha com companhias que faturam R$ 150 milhões por ano. Mas no caso do empréstimo do IIC, parte dos recursos serão liberados para empresas que faturam um pouco menos, diz o vice-presidente de finanças e diretor de Relações com Investidores do Pine, Norberto Zaiet Junior.

A demanda pelo empréstimo superou a oferta. Segundo Zaiet, a ideia inicial era captar US$ 75 milhões, mas por conta do interesse dos bancos em participar da operação, o Pine resolveu aumentar o total captado.

O empréstimo foi dividido em duas partes. Na primeira tranche (chamada de "A Loan"), o IIC entrou com US$ 15 milhões e os recursos terão prazo de três anos. O "B Loan" tem prazo de dois anos e soma US$ 91 milhões. A sindicalização contou com três bancos como colíderes (Santander, WestLB e Standard Bank) e ainda com a participação de Bradesco e Banco do Brasil.

As taxas pagas pelo Pine não foram divulgadas. Segundo Zaiet, elas ficaram menores do que se o banco emitisse diretamente bônus no exterior. A razão é que o IIC foi o coordenador da operação, dando chancela para que outros bancos aderissem, o que reduziu os custos.

O Pine, segundo Zaiet, está preparado para acessar o mercado externo novamente, mas no momento não planeja uma emissão de bônus. Vários bancos, médios e grandes, estão aproveitando o bom momento no cenário externo para captarem recursos no exterior. Somente neste mês, Bradesco, Santander, Itaú, Safra, Banco do Brasil, Daycoval e Cruzeiro do Sul lançaram papéis no exterior.

Na avaliação do executivo do Pine, as medidas do governo para restringir o crédito ao consumo não afetaram os bancos médios que operam com crédito para empresas de menor porte. O socorro ao Banco Panamericano em novembro, diz Zaiet, teve impacto nos custos de captação do Pine. Mas o impacto se restringiu somente nos primeiros dias após o anúncio do empréstimo de R$ 2,5 bilhões pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). "Depois disso, o mercado soube diferenciar as instituições financeiras. A própria demanda no empréstimo sindicalizado é um sinal de reconhecimento que a estratégia do Pine é bem sucedida."

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