Banco Popular espanhol sinaliza erro em teste de estresse

Segundo a instituição, potenciais perdas com ativos imóveis em seus livros e empréstimos a incorporadoras seriam menores do que o estimado

Danielle Chaves, da Agência Estado,

26 de julho de 2010 | 09h35

O espanhol Banco Popular afirmou que detectou um erro nos testes de estresse realizados pelos órgãos reguladores da União Europeia. Segundo o banco, potenciais perdas com ativos imóveis em seus livros e empréstimos a incorporadoras seriam menores do que o estimado.

Em um documento, o banco disse que o montante de empréstimos e ativos que foram classificados como "desenvolvimentos de bens imóveis e execuções de hipotecas" são 31,8% mais baixos do que os testes de estresse mostraram. O Banco da Espanha estima que a exposição total do Popular a bens imóveis é de 39,29 bilhões de euros, o que equivale a 36% do risco de crédito do banco, segundo a corretora Nomura. A estimativa do Popular é de 26,8 bilhões de euros - o que ainda é alto, mas seria menor do que o de outros bancos.

O desvio pode fazer uma diferença substancial no modo como o Popular é visto pelo mercado, já que, se as informações do Banco da Espanha estiverem corretas, o Banco Popular tem a segunda maior exposição a bens imóveis entre todos os fornecedores de crédito da Espanha, de acordo com Daragh Quinn, analista da Nomura.

Um porta-voz do Banco da Espanha não pôde comentar imediatamente o assunto. O Popular disse que dará mais detalhes sobre a discrepância durante a apresentação de seus resultados, nesta terça-feira, incluindo as proporções de capital que acredita que teria em diferentes cenários de estresse.

"O Banco Popular valoriza do trabalho do órgão supervisor, que teve um alto grau de complexidade e reitera sua satisfação em ter passado com sucesso pelos três cenários", declarou no documento o vice-secretário do conselho de diretores do banco, Francisco Javier Zapata Cirugeda. As informações são da Dow Jones.

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