Banco suíço elege Brasil como favorito e eleva preço-alvo para Usiminas

A corretora do banco suíço UBS manteve as ações de companhias brasileiras como "top picks" (mais atrativas) ao anunciar ajustes em seu portfólio para a América Latina (AL). O banco de investimentos, porém, permanece concentrado em papéis mais baratos de empresas de grande capitalização como Petrobras, Companhia Vale do Rio Doce e AmBev. Entre as alterações anunciadas, o UBS retirou a ALL e incluiu TAM em sua carteira. Em relatório, os analistas Damian Fraser e Tomas Lajous avaliam que "os maiores riscos continuam sendo os resgates de fundos mútuos e o desdobramento de posições de hedge funds." O banco de investimentos elevou o preço-alvo para as ações da Usiminas, de R$ 80 para R$ 85. Ao mesmo tempo, a instituição recomenda que seus clientes apenas mantenham as ações em carteira, pois o desempenho esperado para os próximos 12 meses não supera o estimado para outras companhias do segmento. De acordo com relatório elaborado pelos analistas Edmo Chagas e Eduardo Altamirano, a empresa continua entre as melhores siderúrgicas latino-americanas. Ambos salientam, no entanto, que as ações da empresa devem ser negociadas com desconto em relação a papéis similares. Isso por conta da pobre governança corporativa e pelo fato de a empresa não possuir recibos de ações (ADRs) em Nova York. Segundo relatório divulgado pela instituição, Usiminas continua oferecendo espaço para receber novas classificações porque alguns desses itens são alvo da atenção de acionistas e dos membros de seu conselho. "A companhia concluiu estudos com o objetivo de listar ADRs e acreditamos que uma decisão final (positiva) sobre isso será bem recebida pelo mercado." A Usiminas, de acordo com os analistas, tem uma fatia consolidada no mercado brasileiro e potencial para seguir crescendo, sustentada por novos investimentos. A siderúrgica tem contabilizado um forte ingresso de recursos no caixa e o UBS acredita que, apesar de seus planos de aumentar os investimentos em expansão, "continuará gerando fluxo de caixa livre até 2008." No mesmo relatório, Chagas e Altamiro afirmam acreditar que as ações da Gerdau moveram-se para um nível mais razoável depois da correção recente nas cotações. O UBS ajustou o preço-alvo dos papéis do grupo de R$ 24 para R$ 36 (e de US$ 14,50 para US$ 16 por ADR) quando revisou o balanço e o perfil de crescimento da companhia. Os especialistas acreditam que o momento segue positivo para a siderúrgica, que se beneficia do mercado norte-americano e do aumento da demanda brasileira por aços longos depois de uma acentuada correção este ano. Para a CSN, os analistas reiteraram a recomendação neutra 2 e o preço alvo é de R$ 68 por ação e de US$ 29 por ADR.

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