Banco suíço fecha contas de iranianos

O Irã começa a sofrer um bloqueio de algumas das maiores instituições financeiras do mundo. Ontem, o bancos suíço UBS anunciou que está cortando todas as relações com o Irã e não terá mais contas ou atividades financeiras com nenhum cliente no país. O UBS planeja fazer o mesmo com a Síria em futuro próximo. Outro banco suíço, o Crédit Suisse, também está preocupado com a situação em Teerã. O UBS tenta negar que o corte de relações por tempo indeterminado tenha motivação política: o único motivo seria financeiro. Para o UBS, a insegurança política no Irã tem um certo impacto na decisão, mas a gota d?água seria o fato de os lucros não compensarem os custos de operação. Mas o tema está sendo visto na Europa como uma decisão política das instituições financeiras. O anúncio ocorre dois dias depois de as autoridades no Irã, inclusive o presidente do Banco Central, Ebrahim Sheibani, declararem que poderão retirar recursos iranianos depositados em países favoráveis à adoção de sanções contra Teerã no Conselho de Segurança da ONU. Governos como o dos EUA querem que a comunidade internacional tome ações cada vez mais duras contra o Irã diante da insistência deste país em desenvolver um programa nuclear. Segundo Serge Steiner, assessor do UBS, o banco vem fechando contas de clientes iranianos desde outubro. ?Isso vale para todas as filiais e escritórios regionais do UBS no mundo", disse. No total, os iranianos teriam cerca de 900 milhões depositados na Suíça, grande parte deles no UBS e no Crédit Suisse. Os iranianos no exterior podem continuar a manter suas contas nos bancos suíços. Para o porta-voz do UBS, a decisão não é uma tentativa de manter boas relações com os EUA, onde o banco tem a maior parcela de suas atividades.

Agencia Estado,

23 de janeiro de 2006 | 08h55

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