Bancos americanos elevam preço-alvo para AmBev

As corretoras dos bancos de investimento norte-americanos Bear Stearns e Merrill Lynch elevaram as perspectivas de ganho para as ações da cervejaria AmBev. Para o Bear Stearns, o preço-alvo para os recibos de ações da empresa negociados em Nova York (ADRs) é de US$ 57 nos próximos 12 meses. A estimativa anterior era de US$ 52. O investidor brasileiro deve desconsiderar a variação do dólar aqui no Brasil para usar essa cotação de referência. O potencial de ganho, nas contas do Bear Stearns, é de 13,5%. A instituição elevou sua perspectiva diante dos resultados do trimestre divulgados pelo grupo na semana passada. Mesmo com a melhora de avaliação, a corretora avalia que as ações terão desempenho inferior ao apresentado por outras companhias do segmento no mercado internacional. O banco de investimentos também elevou as estimativas de lucro por recibo de ação para a cervejaria neste ano, de US$ 1,48 para US$ 1,59, e a de 2007 de US$ 1,80 para US$ 2. O movimento considera a recente compra das ações da Beverage Associates (BAC) na Quinsa por cerca de US$ 1,2 bilhão. O valor, segundo a empresa, está sujeito a ajustes, incluindo dividendos e juros. Com a operação, a participação da AmBev no capital da Quinsa passa de 56,72% para 91,18%. O banco de investimentos Merrill Lynch tem uma perspectiva mais otimista para o papel. A instituição elevou o preço-alvo, em doze meses, do ADR da AmBev de US$ 50 para US$ 60, após a divulgação do balanço de primeiro trimestre. "Antecipamos um forte ambiente de consumo no Brasil durante o restante do ano, em reflexo do aumento de 16,7% no salário mínimo, da Copa do Mundo, dos gastos eleitorais, da tendência de melhoria do emprego e de corte dos juros", escreveu o analista Robert Ford em um relatório distribuído aos clientes da corretora. Na semana passada, a AmBev anunciou lucro líquido de R$ 655,9 milhões no primeiro trimestre deste ano, 354,7% acima do registrado em igual período de 2005. Para o Merrill Lynch, "o forte desempenho operacional da companhia e o cenário favorável são capazes de sustentar a recente apreciação dos múltiplos em cerca de 18x a rentabilidade subjacente atual". A corretora do banco também afirma que vê várias oportunidades de cortes de custos no Canadá, mercado para o qual a AmBev tem transferido pessoal experiente. Em relatório, os analistas Carlos Laboy, Timothy Ramsey e Anthony J. Bucalo afirmam que sua visão para a AmBev está respaldada nos fundamentos sólidos da empresa (como evidenciam os resultados de 2006). A instituição, ao contrário do Bear Stearns, avalia que o desempenho das ações será superior ao apresentado por outras empresas do mesmo segmento.

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