Bancos aprovam mudança em contratos de swap

Os maiores bancos dos Estados Unidos, da Europa e do Japão aprovaram novos procedimentos que ajudarão a proteger o sistema financeiro global em caso de falência de grandes instituições. Executivos de 18 bancos reunidos na sede do Federal Reserve, em Washington, concordaram em princípio em esperar até 48 horas antes de rescindir contratos de derivativos e recolher pagamentos associados de instituições financeiras em crise.

Estadão Conteúdo

11 de outubro de 2014 | 19h20

A reunião a portas fechadas deveria contar com presença de altos executivos, como Lloyd Blankfein, do Goldman Sachs, Antony Jenkins, do Barclays, e Michael Corbat, do Citigroup.

Esse prazo de até 48 horas permitirá que órgãos reguladores transfiram os ativos e algumas obrigações de um banco em crise para uma nova companhia "ponte", evitando a rescisão imediata de contratos de derivativos ou a venda de ativos durante períodos de turbulência.

As mudanças, que devem entrar em vigor em janeiro de 2015, são significativas porque obrigam os bancos a abrir mão de alguns diretos que são garantidos pelos contratos atuais.

"O objetivo é tornar o sistema mais seguro. É a forma mais fácil de fazer isso rapidamente", disse Scott O''Malia, executivo-chefe da Associação Internacional de Swaps e Derivativos, que formulou as alterações.

Os derivativos em questão, conhecidos como swaps, constituem um mercado de US$ 710 trilhões que foi chacoalhado pela falência do Lehman Brothers, em setembro de 2008. Os contratos são usados por empresas como proteção ou para especular sobre tudo - dos movimentos de taxas de juros até o custo dos combustíveis.

Reguladores dos EUA elaboraram um plano depois da crise, incluído na reforma Dodd-Frank, de 2010, para ajudar a evitar novas crises. De acordo com o plano, órgão regulador assume o controle de um grande banco à beira da falência, coloca a controladora em concordata e mantém suas unidades operacionais abertas em todo o mundo para impedir fugas de capital e pânico - que caracterizaram a crise de 2008. Reguladores de outros países estão desenvolvendo planos similares para lidar com instituições financeiras importantes.

Quando o Lehman pediu concordata, em setembro de 2008, possuía bilhões de dólares em contratos de derivativos com outras instituições financeiras e investidores. Essas partes decidiram rescindir imediatamente seus contratos de swap com o Lehman e, em muitos casos, ficaram com as garantias que tinham sido oferecidas pelo banco. Fonte: Dow Jones Newswires.

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