Bancos e companhias imobiliárias puxam alta de Xangai

A perspectiva de que os bancos apresentem fortes resultados em seus balanços de 2006 e a recuperação dos preços das ações do setor imobiliário levaram a Bolsa de Xangai a fechar em alta, após dois dias de perdas. O índice Xangai Composto alcançou uma elevação de 2,7% e o Shenzhen Composto, de 3,4%. A expectativa em relação aos lucros dos bancos foi impulsionada pelo China Merchants Bank, que estimou um aumento de mais de 50% em seu lucro líquido do ano passado. Os papéis do China Merchants Bank atingiram valorização de 5% e os do Banco Industrial e Comercial da China (ICBC, na sigla em inglês) avançaram 1,1%. Já as ações de empresas imobiliárias se recuperaram depois de o governo esclarecer que o imposto sobre a valorização dos terrenos, cuja criação havia sido anunciada no começo da semana, não aumentará a carga tributária dessas companhias. China Vanke, a maior companhia imobiliária da China, obteve alta de 1,3%. Shanghai Lujiazui Finance & Trade Zone Development disparou 6,1%. No mercado cambial chinês, a elevação da paridade central incrementou a demanda pelo dólar e levou o yuan à primeira queda da semana. Os operadores prevêem, contudo, que o dólar retomará sua trajetória de baixa na semana que vem. No sistema automático de preços, a moeda norte-americana era cotada a 7,7745 yuans às 5h30 (hora de Brasília), contra 7,7705 yuans no fechamento de ontem. A paridade central foi fixada hoje em 7,7788 yuans por dólar, ficando acima das cotações de ontem no fechamento do mercado de balcão (7,7710 yuans) e na paridade central (7,7758). O mercado acionário de Hong Kong encerrou a sessão em alta, puxada pelos desempenhos positivos das peso-pesados HSBC Holdings e China Mobile. O índice Hang Seng subiu 0,3%, fechando em 20.327,72 pontos. HSBC subiu 1,1% e China Mobile, 0,4% - essas duas companhias juntas representam quase metade do índice teórico da Bolsa de Hong Kong. A volta dos investidores às blue chips leva analistas a crerem que o índice atinja recorde de alta na próxima semana (o último recorde em pontos, de 20.554, foi alcançado em 3 de janeiro). Papéis de financeiras chinesas ampliaram suas recentes perdas com as preocupações de que as altas valorizações faça com que Pequim adote medidas de Pequim para resfriamento da economia. China Life caiu 3,9%. Bank of Communications perdeu 1,9%. A fabricante de televisores e monitores de computador TPV Technology desabou 11% devido à colocação de um acionista majoritário e a uma advertência da Morgan Stanley de que sua margem de lucro pode ficar menor pelos próximos três trimestres por causa da competição feroz que vem sendo exercida pela sua rival Innolux na área de monitores de cristal líquido (LCD). A Bolsa de Taipé, em Taiwan, encerrou em queda, pressionada pela retração nas ações do setor de tecnologia. Os preços dos papéis foram afetados pela baixa de ontem na Nasdaq e pela projeção da Apple, que divulgou uma previsão de queda nas vendas no segundo trimestre fiscal. O índice Taiwan Weighted recuou 0,7%. TSMC perdeu 2% e UMC baixou 1,3%. Entre as ações ligadas ao padrão Apple, Hon Hai Precision Industry perdeu 2% e Foxconn Technology teve baixa de 1,5%. O mercado sul-coreano também reagiu mal à previsão da Apple e registrou significativas perdas nas ações de tecnologia. O índice Kospi da Bolsa de Seul declinou 1,6%, influenciado ainda pelo grande volume de vendas programadas. Hynix Semicon teve queda de 4,9%, enquanto os papéis da Samsung Electronics baixaram 1,7%. Contrariando a tendência, LG Electronics subiu 0,4%, ante a expectativa pelos resultados trimestrais que a empresa divulga na terça-feira. Kookmin Bank recuou 2,8%. A Bolsa de Sydney, na Austrália, sentiu o impacto da desvalorização dos papéis do setor de energia, que por sua vez refletiram a queda do petróleo. O índice S&P/ASX 200 terminou em baixa de 0,7 ponto (-0,01%), fechando em 5.673,1 pontos. As ações da Woodside Petroleum, segunda maior produtora de petróleo do país, registraram perda de 2%. O recuo na cotação das commodities metálicas, particularmente o cobre, prejudicou o desempenho das grandes mineradoras. A BHP Billiton ainda obteve alta de 0,2%, mas a Rio Tinto baixou 0,3%. A cervejaria e vinícola Foster´s atingiu alta de 2,2% depois que o Credit Suisse elevou a estimativa de preço de suas ações. Nas Filipinas, o índice PSE Composto da Bolsa de Manila ficou praticamente estável, com alta de 0,1%. Impulsionada pela valorização de seus ADR´s, Philippine Long Distance teve alta de 2,4%, enquanto Metrobank subiu 1,7% e Ayala Land avançou 1,6%. A Bolsa de Jacarta, na Indonésia, fechou em alta por conta de compras de investidores estrangeiros de papéis da peso-pesado Telkom, que subiu 2%. A procura deve-se às expectativas de que a tele obtenha grande lucro em 2006. O índice JSX Composto fechou em alta de 1%. Astra ganhou 2,9%. Gas Negara recuou 1,8%, com realização de lucros. Na Malásia, o índice composto de 100 blue chips da Bolsa de Kuala Lumpur fechou estável (alta de 0,01%). Na Bolsa de Cingapura, o índice Strait Times terminou a sessão em alta de 0,37%. As informações são da Dow Jones.

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