Bancos e petrolíferas evitam queda da Bovespa

Ibovespa fechou estável, a 69.228 pontos; ações preferenciais da Petrobrás subiram 3%

Reuters,

29 de setembro de 2010 | 17h53

A alta de ações de bancos e de petrolíferas sustentou o Ibovespa acima de 69 mil pontos nesta quarta-feira, 29, apesar do fraco desempenho dos mercados acionários no exterior.

O principal índice das ações brasileiras fechou estável, a 69.228 pontos. O giro financeiro do pregão foi de R$ 9,36 bilhões, acima da média do mês.

Em Nova York, os índices Dow Jones e Standard & Poor's 500 caíram 0,21% e 0,26%. No mês, contudo, o S&P 500 já subiu cerca de 9%.

Na bolsa paulista, as ações preferenciais da Petrobrás subiram 3%, a R$ 27,50, com o maior volume do pregão. A OGX, de Eike Batista, teve a segunda maior alta percentual do Ibovespa, com ganho de 3,1%, a R$ 21,61.

A alta de mais de 2% do petróleo nos Estados Unidos, para o maior nível em 7 semanas, contribuiu para os ganhos no setor. Com isso, a ação preferencial da Petrobrás acumula alta de 4,6% na semana, após a conclusão da oferta de ações que manteve o papel sob pressão por meses.

Entre os bancos, Bradesco avançou 2,78%, para R$ 33,60, e o Banco do Brasil, em negociações para comprar uma fatia minoritária do chileno Corpbanca, teve alta de 1,87%, a R$ 31,58.

"Há a expectativa de continuidade de aumento de crédito", disse Kelly Trentin, analista da corretora Spinelli. "O crescimento da renda real ao longo dos últimos tempos no Brasil faz com que os bancos consigam aumentar a penetração do crédito no PIB (Produto Interno Bruto)", completou.

As ações preferenciais da operadora de TV paga Net caíram 2,11%, a R$ 21,83, após o adiamento da Oferta Pública de Aquisição (OPA) desses papéis pela Embratel. Analistas, no entanto, ainda apostam no sucesso da operação.

A maior alta percentual do Ibovespa coube à estatal Sabesp, com ganho de 3,63%, a R$ 37,40. A maior queda ficou com o frigorífico Marfrig, com desvalorização de 3,68%, saindo a R$ 17. Por Silvio Cascione

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