Bancos elevam previsão de fortalecimento do euro

O dólar está fadado a se enfraquecer até o final do ano, com o foco nos aumentos das taxas de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) diminuindo, enquanto o Banco Central Europeu e o Banco do Japão parecem mais inclinados a apertar suas políticas monetárias. Pesquisa realizada junto a 20 dos principais operadores de câmbio mostrou que a perspectiva é que o dólar deve terminar o ano, consideravelmente, mais fraco ante o euro e o iene. O tema repetiu o mesmo viés de pesquisas feitas anteriormente com os grandes bancos. Na comparação ao levantamento realizado no início de março, no entanto, os bancos ajustaram as suas previsões de enfraquecimento do dólar para o euro. A maioria dos analistas acredita que na medida em que o Fed se aproxima do fim de seu ciclo de aperto monetário, a vantagem da taxa do dólar deve recuar e os investidores devem se voltar para os desequilíbrios estruturais inerentes à economia norte-americana. As perdas do dólar devem ser mais acentuadas ante o iene, uma vez que o Banco do Japão anunciou o abandono de seu política de alívio quantitativo, o que levou os investidores a preverem que o BC japonês deve elevar sua taxa de juro antes do final do ano. Além disso, pressões adicionais para que a China revalorize o yuan devem contribuir para dar suporte para o dólar nos demais meses do ano. A estimativa mediana dos 20 maiores bancos é que o euro estará em US$ 1,21 no final de abril, US$ 1,22 no final de junho e US$ 1,27 no final do ano. Ante o iene, o dólar deve ser negociado ao redor de 115,50 unidades no final de abril; 115 ienes no final do segundo trimestre e 108 ienes no final do ano. No começo do mês de março,os operadores previam um euro um pouco menos forte, a US$ 1,20 em junho e US$ 1,25 no final do ano. O sentimento em relação às trocas de dólares com ienes não sofreu alteração significativa ante o levantamento de março. Ao longo de mais de um ano, o Federal Reserve foi o guia dos mercados de moedas, uma vez que o BC dos EUA manteve sua trajetória de aperto monetário, enquanto a economia crescia. Ao mesmo tempo, o Banco Central Europeu permaneceu estático, enquanto o Japão seguiu injetando recursos adicionais nos bancos para estimular empréstimos e reverter a deflação. Agora, após 15 apertos consecutivos da taxa de juros de 0,25 ponto percentual, o Fed está cada vez mais perto de encerrar seu ciclo. Isso ocorre em um momento em que o BCE tem reiterado a sua vigilância no combate a qualquer tipo de pressão inflacionária. Com os dados da zona do euro constantemente surpreendendo ao ficar acima das expectativas, o BCE deve entrar em uma jogada de combate firme das pressões. Espera-se um aperto monetário na zona do euro em maio. Ao mesmo tempo, o Banco do Japão deve, finalmente, elevar a taxa de juro no país, mas ainda não há um prazo para isso. As informações são da Dow Jones.

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