Bancos estrangeiros vêem real novamente valorizado

Bancos estrangeiros apostam numa nova valorização do real em relação ao dólar, após a moeda brasileira ter perdido algum terreno na semana passada por causa principalmente da aversão ao risco associada ao conflito no Oriente Médio. O estrategista de câmbio do HSBC, Clyde Wardle, acredita que o real tem espaço de valorização diante da expectativa de fortes fluxos de recursos para o País e da perspectiva de ofertas públicas iniciais de ações no mercado brasileiro, que deverão somar cerca de US$ 1,6 bilhão no curto prazo. "O Banco Central continua a atenuar os fluxos com compras não agressivas de dólares, mas com o câmbio tendo encontrado forte resistência em torno da zona de R$ 2,22, vemos espaço para um declínio rumo aos R$ 2,18", disse Wardle. Os analistas do Deutsche Bank afirmam que o balanço entre o risco e retorno do real é um dos mais positivos entre os países emergentes. Segundo eles, a moeda brasileira deverá continuar sendo um negócio atraente para as operações de carregamento dos investidores no atual cenário econômico global. "Além disso, se nosso viés positivo para o cenário financeiro mundial se mostrar correto, esperamos uma retomada dos fluxos de portfólio, particularmente em ações", afirmaram os estrategistas do banco alemão. "Isso deverá causar a valorização do real, diante dos limitados instrumentos do Banco Central para prevenir essa tendência." A economista Flavia Cattan-Naslausky, do Royal Bank of Scotland, observou que o apetite do BC no câmbio sugere que os fluxos ao País estão mais do que compensando a saída de fluxos de capitais. Além disso, ela ressalta o forte resultado semanal da balança comercial, de US$ 1,2 bilhão, com o crescimento das exportações superando o das importações.

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