Bancos já têm opções de aplicar em fundos de infra-estrutura

O investidor já encontra opções para aplicar em fundos de infra-estrutura e construção civil, os setores mais beneficiados com investimentos e reduções de cargas tributárias no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O Unibanco lançou no início de fevereiro dois fundos de ações setoriais com essas características. No fim de dezembro, o Bradesco já havia lançado um fundo de infra-estrutura. ?O fundo de construção civil é o primeiro do mercado?, diz Ronaldo Patah, superintendente de Renda Variável da Unibanco Asset Management (UAM). A estimativa dos administradores é que os fundos rendam acima do índice da Bolsa paulista. O fundo de infra-estrutura do Bradesco rendeu entre 28 de dezembro e 31 de janeiro 3,34%, enquanto a Bolsa caiu 0,57%. Os fundos do Unibanco (em operação fora da rede desde o início de janeiro) renderam no mês passado: construção civil, 3,88%; infra-estrutura, 3,38%. A Bolsa subiu apenas 0,38%. De acordo com Patah, a UAM percebeu no fim de 2006 que o segundo mandato de Lula teria de ter foco no crescimento. ?Alguns gargalos teriam de ser atacados, como as condições deficientes de portos, aeroportos, rodovias e ferrovias e os déficits em energia e saneamento, o que beneficiaria empresas de alguns setores. Juntamos ações de empresas desses setores nos novos fundos.? Os dois fundos são oferecidos no varejo, com aplicação mínima de R$ 1 mil e taxa de administração de 4% ao ano, e no "private" (investidor de alta renda), com aplicação mínima de R$ 100 mil e taxa de administração de 2,5%. No fundo de construção estão ações de empresas do setor, como Rossi Residencial, Rodobens Imobiliária, que estreou na Bolsa em 31 de janeiro, Abyara, Cyrela e Klabin Segal, e de sua cadeia produtiva, como Eternit e Gerdau. Na carteira do fundo de infra-estrutura estão papéis de empresas de concessões de rodovias (CRC e OHL) e de ferrovias (ALL), e de energia, como a Terna. Herculano Aníbal, diretor de Renda Variável da Bradesco Asset Management (Bram),explica que o fundo faz parte da estratégia de diversificação do portfólio da instituição; ?Avaliamos que o crescimento do País teria de passar pelos gargalos da infra-estrutura e a partir daí listamos um universo de 30 empresas que poderiam alavancar seus resultados.? Hoje, 11 dessas empresas estão representadas na carteira do fundo. Os papéis são dos setores de concessões rodoviárias, portuárias e ferroviárias; petróleo, gás e seus fornecedores ; minério de ferro e siderurgia; e energia elétrica. O fundo do Bradesco só está aberto para o cliente do "Prime" e não há planos de ele ser oferecido no varejo. Exige aplicação mínima inicial de R$ 1 mil e cobra taxa de administração de 3% ao ano.

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