Bancos melhoram condições de financiamento para imóveis

Bancos privados e estatais aumentaram o leque de opções e facilidades para obtenção de financiamento de imóveis, segundo constatou pesquisa realizada pelo Conselho Regional dos Corretores de Imóveis de São Paulo (Creci-SP). O grande destaque ficou por conta da Caixa Econômica Federal e da Nossa Caixa, que podem financiar 90% ou até 100% do imóvel, com prazos de até 20 anos, com juros a partir de 6% ao ano (CEF) e limite de idade até 80 anos. Em nota, a entidade ressalta que todos os bancos que dispõem de crédito imobiliário para imóvel melhoraram as condições de obtenção de crédito. "Um cenário gratificante para nossa categoria que, há anos, vem lutando por melhores e maiores facilidades para a população ter acesso à casa própria", avalia o presidente do Creci-SP, José Augusto Viana Neto. O levantamento do Creci-SP, feito com dez instituições bancárias, constatou várias opções para o consumidor, desde juros iniciais menores até mais facilidades para comprovação de renda. "A sensível redução da parcela a ser paga à vista - e o conseqüente aumento do valor a ser financiado - são certamente os maiores atrativos", afirma Viana Neto. A pesquisa mostra que os bancos criaram uma escala de juros progressivos, que iniciam em um patamar mais baixo para depois se estabilizar, como forma de ajudar o candidato a mutuário a adequar sua renda às condições de pagamento, na primeira fase do financiamento de sua casa ou apartamento usado. A Caixa Econômica Federal (CEF) é a instituição que tem a menor taxa de juros, segundo a pesquisa Creci-SP (6% ao ano nos empréstimos pela Carta de Crédito FGTS). A maior taxa de juros (18,45%) é a cobrada pelo banco Santander Banespa nos empréstimos da modalidade Super Casa 20 SFH (Sistema Financeiro da Habitação) e Carteira Hipotecária. O maior prazo que os bancos oferecem para pagamento de empréstimo imobiliário para comprar imóvel usado é de 20 anos, opção disponível no Bradesco, Santander Banespa, Caixa Econômica Federal e Nossa Caixa. Nos demais bancos pesquisados pelo Creci-SP, o prazo é de 15 anos. Segundo a pesquisa, a CEF é o banco que faz a menor exigência de renda para concessão de empréstimo - R$ 300,01 para financiamentos que começam com o mínimo de R$ 3 mil e dos quais ela financia até 90% do valor. A Nossa Caixa vem em segundo lugar, com R$ 400,00 de renda mínima e financiamento também de 90%. Entre os bancos privados, é o Bradesco que exige a menor renda mínima - R$ 1.333.33, com financiamento limitado a 80% do valor do imóvel. O banco também oferece a novidade das prestações fixas para empréstimos de até R$ 250 mil, com juros anuais de 16% e prazo de pagamento de 12 anos. A maior renda mínima exigida é a do BankBoston - recentemente incorporado pelo Itaú - estabelecida em R$ 4 mil, tanto para os planos do SFH quanto para os da Carteira Hipotecária, com valores financiáveis de R$ 40 mil a R$ 500 mil. A maioria dos bancos trabalha com o Sistema de Amortização Constante (SAC) no cálculo do valor das prestações - em que as parcelas tendem a diminuir com o tempo - e usa a Taxa Referencial de Juros (TR) como fator de correção das prestações. "Mas é somente a CEF que se dispõe a atender uma necessidade insuperável de compradores potenciais de imóveis usados ou novos: o financiamento do valor integral, ou seja, 100% do valor do imóvel", destaca a entidade. A Nossa Caixa empresta 90% do valor, mas a maior parte dos bancos pesquisados fica mesmo no limite de 70% do valor do imóvel, caso do Santander Banespa, Unibanco, Sudameris, Real e HSBC. O Bradesco tem limite de 80% do valor do imóvel nas linhas SFH, SFH Light e Carteira Hipotecária.

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