Bancos, Petrobrás,TIM e Equatorial estão entre recomendações

Bancos, Petrobrás,TIM e Equatorial estão entre recomendações

Expectativas para resultados do setor financeiro levaram à inclusão de Itaú Unibanco PN e Santander Unit na carteira dos especialistas

Beth Moreira, O Estado de S.Paulo

14 Julho 2018 | 04h00

Boas expectativas para os resultados do setor financeiro no segundo trimestre em meio à melhora da economia e o aumento da procura por crédito levaram à inclusão de Itaú Unibanco PN e Santander Unit nas carteiras Top Picks desta semana. Outras opções são empresas do setor de telefonia, energia e petróleo.

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A XP Investimentos inclui Itaú Unibanco PN, Tim ON e Equatorial ON. Também compõem a carteira Vale ON e Suzano ON. 

Sobre Itaú, a equipe de análise da XP explica que a recomendação se baseia em um cenário de recuperação da economia e aumento da concessão de crédito. Também conta a eficiência na execução e resiliência do banco, entre outros fatores como o atrativo retorno de dividendos. 

Já a Tim, avalia a XP, deve se beneficiar do aumento da demanda no segmento móvel, com expectativa de recuperação econômica, enquanto a ação da Equatorial apresenta um bom ponto de entrada nos níveis atuais de preço. Sobre a empresa de energia, destaque ainda para a eficiente gestão das distribuidoras Cemar e Celpa, baseada na redução de custos e elevados investimentos para melhora de indicadores de qualidade.

A Guide Investimentos fez duas trocas na carteira com a entrada de Santander Unit e Petrobrás PN no lugar de Embraer ON e IRB Brasil Re ON. Foram mantidas no portfólio Cesp PNB, Pão de Açúcar PN e Suzano ON.

O estrategista da Guide, Luis Gustavo Pereira, explica que a inclusão de Santander visa adicionar mais risco ao portfólio, além de capturar eventuais ganhos provenientes do resultado do segundo trimestre. Pereira avalia que o banco segue com tendência de ganhos em meio aos esforços da administração para melhorar a lucratividade, além do foco no avanço da sua participação de mercado no Brasil.

Já com Petrobrás o objetivo é capturar eventuais ganhos referentes ao avanço das discussões do projeto de lei envolvendo o leilão da cessão onerosa. A escolha da estatal, no entanto, é pontual, de curto prazo.

As demais corretoras não apresentaram alterações em suas Top Picks para esta semana, mas permanece nas mesas de negociação a preocupação com a guerra comercial entre EUA e China. Para Vitor Suzaki da Lerosa Investimentos, empresas de commodities tendem a ser mais penalizadas em um eventual acirramento das tensões entre os dois países, tanto pelo efeito dólar, que tende a ganhar força em busca de segurança, quanto pela questão de redução na demanda, com impacto da queda da atividade econômica nos dois principais consumidores globais.

Já Sergio Goldman, analista da Magliano Invest, avalia que no curto prazo, setores que exportam para os EUA podem se beneficiar. “Mas, no longo prazo, considerando o mundo globalizado, guerras comerciais e rearranjos tarifários tendem a trazer impactos negativos para todas as economias e para a grande maioria dos setores.” 

A analista de investimentos da Coinvalores, Sandra Peres, considera que as medidas do presidente americano, Donald Trump, têm dois efeitos sobre a bolsa, como o aumento da aversão ao risco diante de potenciais impactos do protecionismo americano sobre a atividade econômica global. Outro é a influência da imposição de tarifas sobre o resultado de determinadas companhias e setores, trazendo pressão ainda mais significativa nesse caso. 

 
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