Bancos usam a mídia tradicional para atrair clientes a seus sites

Os bancos estão cada vez mais empenhados em levar os clientes e potenciais clientes para a internet. E vêm conseguindo resultados expressivos com isso. A campanha do HSBC que convida ao preenchimento de um teste para se descobrir em que perfil de investidor alguém pode se encaixar, entre os cinco modelos sugeridos, resultou em mais de 1 milhão de visitantes em apenas um mês. A idéia, desenvolvida pela agência JWT Curitiba, deve ser reproduzida globalmente nos 76 países onde o banco está presente. ?Experiências de estímulo à visitação online introduzidas no exterior levaram oito meses para chegar ao mesmo resultado que atingimos em um?, diz o diretor de marketing do HSBC, Glen Valente, que se identifica com o perfil de quem adora promoção, como um dos personagens da campanha, que até carrega um trombone para casa.A investida dos bancos em aumentar o interesse pelas operações via internet já deixou de ser uma tendência. ?É a realidade?, diz o diretor de marketing do Bradesco, Luca Cavalcanti. E é fácil entender o porquê. Em um site, há fartura de espaço para abrigar todo tipo de informação, o que seria inviável em qualquer outra peça publicitária.Mas, para incentivar a visitação, as mídias tradicionais têm papel fundamental. Para atrair participantes ao teste no site, o HSBC gastou R$ 20 milhões em campanha distribuída por mídias impressa, tevê, rádio e mídia exterior.O Bradesco, em ação sugerida pela agência MatosGrey, convidou os ouvintes, nos intervalos da rádio CBN, a acessarem o site do banco em busca de um brinde: baixar gratuitamente a música Completo, da cantora Ivete Sangalo, que foi inspirada no slogan do banco. ?Em apenas uma semana, foram 20 mil downloads?, diz Cavalcanti. ?Foi tão surpreendente que a gravadora dela pediu para suspendermos a ação, já que a música entrará no próximo CD.?ChatNo ABN Real, o assédio ao consumidor/internauta teve início há mais de um ano com uma iniciativa que cresce em importância e já ganha filhotes. O superintendente de investimentos do banco, Eduardo Jurcevic, apostou em um vídeo chat no site do Real. São basicamente palestras sobre temas financeiros e correlatos, com abertura para perguntas. ?Tivemos picos com participação de 2,4 mil pessoas em uma hora de vídeo chat?, conta Jurcevic.As palestras, que são divulgadas por meio de anúncios em jornais e revistas, nunca têm menos de mil participantes. E a ação já resultou em um programa, o Rádio Chat: todas as quintas-feiras, pela manhã, profissionais do Real respondem a dúvidas enviadas pelos ouvintes ao site do banco. ? Incentivar o uso da internet é tão relevante que também estamos fazendo ações em mais de 140 campi universitários, convidando estudantes a conhecer o nosso site?, diz o superintendente-executivo do Real, José Nardine.O setor financeiro, mais do que qualquer outro segmento da economia, investe pesado em tecnologia desde os primórdios da virtualidade. No Bradesco, por exemplo, as transações efetuadas pela internet já somam R$ 970 bilhões ao ano. ?É um número admirável?, admite Cavalcanti. O banco tem hoje cerca de 4 milhões de operações pela online por dia. Um volume que quase se equipara ao número de pessoas, cerca de 5 milhões, que freqüentam diariamente os 34 mil pontos de atendimento do banco. No HSBC, segundo Valente, a movimentação online não deve ser muito diferente da média do mercado no segmento, que, acredita, deve estar em torno de 20% do total. ?Este porcentual anda estagnado há algum tempo?, diz Valente. ?Mas acredito que pule para 30% em breve.? Haja trombone.

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