Banif eleva recomendação para compra de Gerdau; preço-alvo de R$ 44,30

A corretora do banco português Banif Investment Banking elevou sua recomendação para as ações da Gerdau sugeringo a compra do papel. Na avaliação da instituição financeira, as ações devem atingir R$ 44,30, com potencial de valorização de 55%. Em relatório, a analista Catarina Pedrosa destaca que a empresa tem sólidos fundamentos, como o crescimento econômico esperado no Brasil, puxado pela construção civil. A análise destaca ainda que o aumento do uso de aços longos na reconstrução da região do golfo do México e no projeto de lei aprovado de auto-estradas nos Estados Unidos favorecem a empresa. Outro ponto positivo é o aumento da capacidade de produção da companhia, em razão de aquisições e investimento em capital adicional. O relatório destaca também que a Gerdau é uma consolidadora e não um alvo de compra. "Todas as aquisições que a companhia fez foram a preços atraentes, que agregaram valor para os acionistas minoritários", ressalta. Segundo o banco, a administração pretende fechar 2006 com uma capacidade de 21 milhões de toneladas, em comparação com os 18 milhões do início do ano. Para a Usiminas, o banco mantém a recomendação de venda, enquanto eleva recomendação para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). Antes, a sugestão era de venda de parte das ações e agora é de mantê-las em carteira. Para a Arcelor, a recomendação se mantém como neutra. "Durante as recentes quedas, as ações da Usiminas tiveram as menores perdas", explica. O preço-alvo para as ações da empresa é de R$ 72,60, com potencial de valorização de 3%. Em relação à Arcelor, a analista informa que é preciso esperar o processo de consolidação de sua controladora. Segundo o banco, as conseqüências para os minoritários no Brasil serão diferentes, se houver a compra pela Mittal ou a fusão com a Severstal. O preço-alvo para os papéis da empresa é de R$ 37,30, com potencial de valorização de 13%. O documento destaca ainda que as ações da CSN são negociadas com indicadores melhores de desempenho, não apenas em comparação com congêneres brasileiras, mas também em relação à maioria das concorrentes internacionais. O banco explica que isso ocorre por causa do segmento de minério de ferro, pois as mineradoras são negociadas em média com múltiplos mais altos que as siderúrgicas. "Depois que a CSN formar uma empresa separada de minério de ferro, da qual ela pretende vender 20% a investidores, será mais fácil avaliar esse componente", informa. O preço-alvo para a siderúrgica é de R$ 70,50, com potencial de valorização de 16%.

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