Barclays enfrenta processo judicial em Nova York

O procurador-geral de Nova York, Eric Schneiderman, iniciou um processo judicial contra o banco britânico Barclays por ter supostamente mentido sobre como favorece agentes de operações de alta frequência em seus negócios de ações.

Agência Estado

26 de junho de 2014 | 09h21

Em uma das medidas de maior destaque nos últimos anos contra um banco devido a práticas de negociação de ações, o processo civil apresentado na quarta-feira alega que o Barclays se envolveu em atividades fraudulentas relacionadas a uma plataforma de negociação conhecida como "dark pool", em que ordens são equalizadas anonimamente para proteger os investidores grandes e, às vezes, operações em alta velocidade.

A medida do procurador-geral diz respeito a uma investigação judicial sobre a possibilidade de as ações serem compradas e vendidas a uma velocidade extremamente elevada, de maneiras que isso pode desfavorecer investidores de varejo.

O processo de quarta-feira alega que, embora o Barclays tenha dito a clientes que os protegia de firmas de alta velocidade, o banco "operava o dark pool para favorecer operadores de alta frequência". "O Barclays tem ativamente buscado atrair esses operadores para seu dark pool e deu-lhes vantagens sobre outros", incluindo detalhes sobre como a plataforma opera, o que outros clientes não receberam, diz o processo.

O "dark pool" do Barclays era o segundo maior sistema alternativo de operações nos EUA na semana de 2 de junho, de acordo com dados da Autoridade de Regulação da Indústria Financeira. O LX teve um total de mais de 282 milhões de ações negociadas durante o período.

Schneiderman disse que o Barclays torno seu "dark pool" em um dos maiores nos EUA ao dizer aos investidores "que estavam mergulhando em águas seguras, quando na verdade o dark pool do Barclays estava cheio de predadores".

O processo de quarta-feira afirma que o "dark pool" do Barclays, conhecido como LX, favorece os operadores de alta frequência, mas minimizou o nível em que estes traders usam a plataforma. A medida judicial também alega que o banco tem retratado falsamente como direciona ordens dos clientes.

Os "dark pools" são plataformas de negociação de baixa regulação que não publicam ordens de compra e venda dos investidores. Por isso, estão sob crescente investigação em meio a preocupações de que suas operações não são totalmente reveladas aos clientes.Fonte: Dow Jones Newswires.

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