Barclays fixa preço-alvo de R$ 15 para ações da Agre

Nesta sexta-feira, as ações da Agra, Klabin Segall e Abyara passam a ser negociadas de forma unificada na Bovespa

Fabiana Holtz, da Agência Estado,

09 de fevereiro de 2010 | 17h27

O Barclays elevou hoje o preço-alvo para as ações da Agra ON (AGIN3) em 6%, de R$ 8,50 para R$ 9,00, o que implica em um preço-alvo de R$ 15,00 para as novas ações da Agre (AGEI3). O valor representa um potencial de alta de 96% para a nova companhia em doze meses - o maior entre as empresas do setor acompanhadas pelo Barclays. Nesta sexta-feira, dia 12, as três companhias passarão a ser negociadas na bolsa sob o código unificado "AGEI3".

 

"A Agre está sendo negociada com um grande desconto em relação aos seus pares maiores. Embora o processo de integração ainda esteja em andamento, e a Agre deva levantar capital para tirar vantagem de sua capacidade ociosa, consideramos que tal desconto é exagerado e não pode ser atribuído a diferenças em risco, liquidez da ação, perspectiva de crescimento ou lucratividade", afirmam os analistas Guilherme Vilazante e Edoardo Biancheri, em relatório divulgado hoje.

 

No documento, os analistas destacam que foi concluída a reestruturação da Agre, formada a partir da combinação entre Agra, Klabin Segall e Abyara. "O início das negociações sob um novo ticker, o tamanho resultante da integração dos três grupos e a melhora na liquidez devem colocar a empresa no radar dos investidores e ganhar a atenção dos analistas, o que na nossa avaliação, deve contribuir para a redução, em breve, desse desconto no valor das ações".

 

Além disso, a empresa anunciou hoje dados pré-operacionais e não auditados do quarto trimestre e de 2009. Nos últimos três meses do ano passado, as vendas contratadas da companhia somaram R$ 518 milhões, sendo R$ 204,5 milhões referentes a venda de unidades lançadas no período e R$ 313,5 milhões em estoque. No ano de 2009, as vendas contratadas somaram R$ 1,59 bilhão.

 

A companhia não forneceu comparação dos dados com os mesmos períodos do exercício de 2008, exceto para o indicador de velocidade de vendas medida (VSO), que foi de 47% em 2009, redução de 16,2% do nível de estoque ao final de 2008. No quarto trimestre, o VSO foi de 22,4%, sendo 17,2% o VSO do estoque, segundo o comunicado da companhia.

 

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