Barril de derivados tem defasagem de 11,6% sobre EUA, diz Petrobras

Embora a Petrobras reafirme que a manutenção de sua política interna de preços de derivados, o diretor-financeiro da estatal, Almir Barbassa, reconheceu defasagem entre o preço médio cobrado pela empresa para o barril de derivados e o praticado nos Estados Unidos. O mix de derivados vendido pela Petrobras no Brasil custa, em média, US$ 70,70, enquanto, nos EUA, é cotado a US$ 80 - uma diferença de 11,6%. "Nossa política de preços está muito clara e será mantida. Nosso objetivo é não repassar a volatilidade externa do petróleo aos produtos", afirmou após reunião com analistas da Apimec-SP, no Hotel Renaissance, em São Paulo.Nos primeiros meses do ano até maio, a Petrobras vinha cobrando preços acima do mercado internacional. Isso em razão do reajuste aplicado para gasolina e para o óleo diesel em setembro de 2005. Com a alta do barril do petróleo em junho e julho, a relação se inverteu. Segundo Barbassa, nenhum aumento será aplicado agora, enquanto não houver estabilização dos preços internacionais. "O que elevou a cotação internacional foram fatores como o agravamento da crise no Oriente Médio e a entrada do verão dos EUA, tanto que o barril já começa a cair um pouco", avalia. O diretor afirma que só depois de confirmado um novo patamar de preço internacional é que a Petrobras estudará repasses.O mix de derivados que compõe esse preço do barril a US$ 70,70 inclui gasolina, óleo diesel, nafta e querosene de aviação, sendo que os dois últimos são reajustados periodicamente, o que faz com que a defasagem média seja menor que a calculada por analistas para a gasolina e o diesel.Barbassa disse que também não haverá qualquer mudança na política tarifária para a nafta, embora o setor petroquímico reivindique alterações. "Não há qualquer negociação em curso nesse sentido." Ele lembrou, inclusive, que no segundo trimestre as vendas de nafta da Petrobras aumentaram porque os preços no exterior estavam mais altos do que os cobrados pela estatal.

Agencia Estado,

15 de agosto de 2006 | 11h47

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