Barril de petróleo fecha acima dos US$ 71 em NY

Aumento na demanda norte-americana por combustíveis na semana passada e revisão da OCDE para crescimento mundial puxaram preços

Gustavo Nicoletta, da, Agência Estado

26 de maio de 2010 | 17h29

Os preços dos contratos futuros do petróleo fecharam o dia em alta, impulsionados pelos dados de aumento na demanda norte-americana por combustíveis na semana passada. As estimativas promissoras sobre o crescimento da economia mundial, divulgadas pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), também contribuíram para o movimento.

Na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), o contrato futuro de petróleo com vencimento em julho subiu 4,01%, para US$ 71,51 o barril. Durante o dia, a commodity (matéria-prima) chegou a registrar cotação máxima de US$ 71,70 e mínima de US$ 69,21. Na plataforma ICE de Londres, o contrato futuro de petróleo tipo Brent com vencimento em julho avançou 3,14%, para US$ 71,74 o barril.

O avanço nos preços serviu para corrigir o declínio acentuado registrado ontem, quando o petróleo em Nova York encerrou o dia cotado a US$ 68,75 o barril. Analistas do Barclays Capital afirmaram hoje que a demanda por petróleo dos quatro países europeus mais problemáticos (Grécia, Espanha, Portugal e Irlanda) corresponde a 4% da demanda mundial pelo produto - "algo marginal demais para ter um impacto significativo" sobre o equilíbrio do mercado.

Também hoje, a OCDE informou que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial deve se expandir 4,6% neste ano. Anteriormente, a organização calculava um crescimento de 3,4%. Nos últimos dois dias, indicadores divulgados nos Estados Unidos sobre a confiança dos consumidores e a venda de imóveis residenciais reforçaram a perspectiva de recuperação econômica.

O petróleo recebeu ainda suporte de um relatório do Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE), mostrando um aumento na taxa de fornecimento de derivados para 19,7 milhões de barris por dia na semana passada - o maior nível desde janeiro de 2009. A taxa, que mede o volume de derivados de petróleo que saiu de refinarias e outras unidades de produção de combustíveis, é utilizada como um indicador de demanda.

Os dados do DOE também apontaram que os estoques de petróleo na cidade de Cushing - ponto de entrega dos barris negociados na Nymex - caíram pela primeira vez desde março. A redução alivia a situação de pouco espaço para armazenagem na cidade, fator que pesou bastante sobre o valor dos contratos de vencimento mais próximo.

Apesar disso, os estoques de petróleo dos EUA de forma geral subiram 2,46 milhões de barris na semana encerrada em 21 de maio. Analistas esperavam aumento de 100 mil barris. Os estoques de gasolina caíram 203 mil barris, ante previsão de estabilidade, enquanto os de destilados diminuíram 267 mil barris, contrariando a expectativa de aumento de 300 mil barris. As informações são da Dow Jones.

Tudo o que sabemos sobre:
petróleobarrilNova York

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.