Barril do petróleo sobe a US$ 97,59 em NY

Os contratos futuros de petróleo seguem em alta na manhã de hoje, mas abaixo das cotações máximas atingidas na sessão de ontem. As preocupações com uma deficiência na oferta da commodity, em consequência da crise na Líbia, começaram a diminuir. "O mercado está percebendo que há oferta suficiente para lidar com os problemas na Líbia", afirmou Christophe Barrett, analista de petróleo do Credit Agricole.

DANIELLE CHAVES, Agencia Estado

25 de fevereiro de 2011 | 09h55

Estima-se que cerca de 75% da produção de petróleo da Líbia tenha sido interrompida, enquanto oposicionistas se manifestam contra o regime de Muamar Kadafi. No entanto, as refinarias europeias que usam o petróleo líbio provavelmente buscarão abastecimento em outras fontes da região, como Argélia e Azerbaijão.

Além disso, os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) podem aumentar a produção para compensar uma eventual deficiência. A Arábia Saudita, os Estados Unidos e a Agência Internacional de Energia (AIE) afirmaram que as ofertas globais são adequadas, mesmo sem a produção da Líbia. Ontem, a AIE disse estimar que a crise na Líbia tenha removido do mercado menos de 1% da produção global de petróleo.

Às 9h30 (horário de Brasília), o contrato futuro do WTI com vencimento em abril subia 0,32% na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês), para US$ 97,59 o barril, depois de ter chegado a US$ 103 o barril ontem. Na plataforma ICE de Londres, o contrato futuro do petróleo tipo Brent com vencimento em abril avançava 0,80%, para US$ 112,25 o barril - distante do patamar de US$ 120 o barril atingido ontem.

Outro fator que ajudou a limitar a alta do petróleo foi o relatório sobre estoques divulgado ontem pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos (DOE, na sigla em inglês). Segundo o documento, os estoques aumentaram mais de 800 mil toneladas na semana passada. No Oriente Médio, os estoques cresceram graças a uma maior importação do Canadá, de acordo com Stephen Schork, diretor de consultoria para petróleo do Schork Group. As informações são da Dow Jones.

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