Márcio Fernandes/ Estadão
Márcio Fernandes/ Estadão

Ibovespa fecha em alta e vai ao maior patamar desde julho de 2015

Aposta no impeachment de Dilma ganhou força, mas resultado da balança comercial da China também influenciou nos ganhos; dólar fechou em queda de 0,15%

O Estado de S. Paulo

13 de abril de 2016 | 11h24

SÃO PAULO - O Ibovespa encerrou o pregão desta quarta-feira em alta de 2,21%, aos 53.149,84 pontos, o maior patamar desde 14 de julho de 2015. Além do embalo pelo crescimento das apostas na aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, o resultado da balança comercial chinesa também impactou os ativos domésticos, principalmente os relacionados às commodities.

Dentre os destaques positivos do Ibovespa está a CSN, que viu seus papéis fecharem em alta de 20,15%. Na terça-feira, os ativos da siderúrgica já haviam se valorizado em mais de 20%. Petrobrás e Vale também obtiveram ganhos, ainda que mais modestos. Os papéis ON da estatal subiram 3,79%, enquanto os PN se valorizaram em 5,32%. Na Vale, as altas foram de 3,90% (ON) e 3,94% (PNA).

Ao longo do dia, o enfraquecimento do governo na batalha para impedir que o processo de impeachment passe na Câmara dos Deputados orientou o investidor. O Placar do Impeachment, levantamento realizado pelo Estado, mostra que o total de votos a favor do impedimento da presidente Dilma subiu para 324. Os votos contra estão em 125 e os indecisos são 31.

Investidores viram na declaração de Dilma de que "se perder, sou carta fora do baralho" uma mudança de tom em relação à postura inflexível que vinha mostrando anteriormente. Em entrevista a jornalistas nesta tarde, a presidente disse estar confiante em uma vitória na Câmara e que, caso isso aconteça, vai propor um amplo pacto nacional com todas as forças políticas, inclusive da oposição. Indagada sobre se participaria de um pacto no caso de derrota, Dilma respondeu: "Se eu perder, sou carta fora do baralho".

Dólar. No câmbio, o dólar passou o dia em alta devido à atuação do Banco Central para conter a queda da moeda nos últimos dias. Ainda assim, o dólar fechou em queda de 0,15%, cotado a R$ 3,4858.

 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.