BC e exterior ajudam e dólar recua a abaixo de R$ 2,40

Cotação cai 0,83% no fechamento, a R$ 2,394, depois de seis pregões seguidos de valorização

Ana Luísa Westphalen, da Agência Estado,

20 de agosto de 2013 | 17h52

Após seis sessões de valorização do dólar, o mercado deu uma trégua e a divisa encerrou em queda nesta terça-feira, 20, abaixo do patamar de R$ 2,40. O movimento é atribuído à melhora no ambiente externo e a atuações do Banco Central (BC), que de manhã injetou até US$ 6 bilhões no mercado em dois leilões de swap cambial e duas operações de venda de dólares com recompra programada. Além disso, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, ajudou a intensificar a trajetória de baixa à tarde, ao reiterar que a situação cambial está sob controle e que os instrumentos de atuação no câmbio são suficientes para as necessidades.

A moeda norte-americana encerrou a sessão cotada a R$ 2,3940 no mercado à vista de balcão, em baixa de 0,83%, após passar o dia todo em queda. Segundo operadores, a desvalorização também está relacionada a uma correção, após a sequência de seis altas, em que a valorização acumulada atingiu 6,25%.

"O Banco Central teve sua participação, mas hoje também houve ajuste do mercado internacional", disse o gerente de câmbio da Correparti Corretora, João Paulo de Gracia Corrêa. "O mercado aqui também tem suas correções, houve certo exagero nos últimos dias, tudo isso ajudou a manter o dólar abaixo de R$ 2,40."

Na máxima, o dólar alcançou R$ 2,4090 (-0,21%) e, na mínima, R$ 2,3840 (-1,24%).

À tarde, o dólar acelerou a baixa após a entrevista exclusiva de Mantega ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, em que o ministro reforçou que o BC está atuando de forma eficiente para conter a valorização excessiva da moeda norte-americana e que o Brasil tem reservas elevadas. "Não faltam dólares no mercado", afirmou. "A situação cambial está totalmente sob controle", enfatizou o ministro.

Segundo operadores, Mantega ajudou a acalmar o mercado ao ressaltar que o ex-secretário de Política Econômica Luiz Gonzaga Belluzzo não expressa as ideias do governo. O economista, que é um dos conselheiros da presidente Dilma Rousseff, sugeriu mais cedo que o governo centralize o câmbio, caso não consiga conter a moeda. Como a ideia assustou o mercado, que imediatamente começou a pressionar o dólar para cima, o diretor de Política Monetária do BC, Aldo Mendes, precisou vir a público para rechaçar a proposta, dizendo que não faz sentido especular sobre centralização de câmbio.

Às 17h19 (horário de Brasília), o euro era negociado a US$ 1,3422, ante US$ 1,3340 do fim da tarde da véspera. O dólar norte-americano subia 0,49% ante o dólar australiano, tinha alta de 0,47% ante o canadense e avançava 1,11% ante o neozelandês.

No mesmo horário, a clearing de câmbio da BM&F registrava giro financeiro de US$ 1,878 bilhão. O dólar pronto na BM&F teve queda de 0,80%, a R$ 2,3970, com 14 negócios. No mercado futuro, o dólar para setembro valia R$ 2,3985, em baixa de 0,93%.

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