Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

BC já gastou R$ 4 bi com intervenções no câmbio desde a posse de Ilan

Autoridade monetária atua comprando moeda americana para 'corrigir distorções', segundo o presidente da instituição

O Estado de S.Paulo

13 Julho 2016 | 19h31

O Banco Central gastou R$ 4 bilhões com oito intervenções no mercado de câmbio desde a posse do novo presidente, Ilan Goldfajn, que completa um mês no cargo nesta quarta-feira, 13.

Foram realizadas operações de swap cambial reverso nos dias 1, 4, 5, 6, 7, 11, 12 e 13. Em cada um desses dias o BC vendeu o lote integral ofertado de 10.000 contratos, no valor de R$ 500 milhões cada.

Essas operações equivalem à compra de dólares e servem como meio para o desmonte do estoque de outras operações feitas anteriormente pelo BC, os swaps tradicionais. Atualmente, a instituição possui um estoque de mais US$ 60 bilhões em contratos tradicionais de swap cambial.

Após o dólar fechar novamente em queda na sessão desta quarta-feira, a autoridade monetária anunciou uma nova operação de swap cambial reverso nesta quinta-feira, 14. A instituição ofertará até 10.000 contratos, com vencimentos em 1º de setembro de 2016 e 3 de outubro de 2016 entre 9h30 e 9h40. O resultado da operação será divulgado às 9h50. A data de início dos contratos é 15 de julho. Os parâmetros são os mesmos desde que o BC voltou a atuar diretamente no mercado.

Esta será a nona intervenção realizada na gestão de Ilan Goldfajn, que assumiu a presidência do BC no dia 13 de junho e afirmou que a instituição atuaria com "parcimônia" no câmbio. 

Em entrevista recente à GloboNews, o economista afirmou que poucos países não intervêm nesse mercado e que o objetivo do BC é corrigir distorções. No mês passado, o dólar apresentou queda de 11%, cotado a R$ 3,2105 e Goldfajn informou que aproveitaria janelas de oportunidade para reduzir seu estoque de swap cambial. /Com informações de Célia Froufe, da Agência Estado

Mais conteúdo sobre:
Banco Central Ilan Goldfajn Câmbio Dólar

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.