ALEX SILVA / ESTADÃO
ALEX SILVA / ESTADÃO

BC vai dar liquidez ao mercado enquanto for necessário, diz Ilan

Presidente do BC reforçou que as reservas internacionais do Brasil, de cerca de US$ 380 bilhões, são 'um seguro contra volatilidade'

André Ítalo Rocha e Eduardo Laguna, O Estado de S.Paulo

08 Junho 2018 | 14h47

O presidente do Banco Central (BC), Ilan Goldfajn, afirmou nesta sexta-feira que vai dar liquidez ao mercado “enquanto for necessário”. “No momento estamos aumentando o estoque [de swap cambial] para oferecer tranquilidade, liquidez e hedge para o mercado”, disse em palestra para o Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças (IBEF).

+ Após ação do Banco Central, dólar recua para R$ 3,75

No início da sua apresentação, Goldfajn fez um diagnóstico do cenário internacional e reiterou que o que ele chama de interregno benigno “mudou um pouco” nos últimos meses. “O cenário externo está menos benigno, mais desafiador, mais volátil, e o que tem de fundo é uma realocação do portfólio para países mais avançados, em particular os EUA, que estão crescendo mais, com um impulso fiscal e os juros subindo”, disse.

+ Entenda a alta do dólar

Em relação à política monetária no Brasil, o presidente do BC reforçou que a manutenção da Selic na última reunião refletiu uma avaliação da instituição de que foi percebido um risco menor de a inflação ficar abaixo do centro da meta. Embora tenha reconhecido que o cenário está mais volátil, reiterou que a inflação no Brasil é baixa.

Reservas. Ilan reforçou que as reservas internacionais do Brasil, de cerca de US$ 380 bilhões, que equivalem a 21% do PIB, são “um seguro contra volatilidade, contra mau funcionamento dos mercados e contra choques externos”. “As reservas nos permitem navegar por esse período oferecendo um pouco dessas reservas para o mercado, que está precisando”.

+ Tesouro Direto suspende negociação de títulos públicos pelo 5º dia consecutivo

Goldfajn reforçou que não há relação mecânica entre o câmbio e a política monetária. Ele ponderou, no entanto, que não significa que os choques não influenciem na inflação. “É isso o que fazemos a cada 45 dias, nós avaliamos os impactos dos choques na inflação”, disse, reiterando que o fato de a inflação estar baixa dá uma tranquilidade para a política monetária.

“A economia está com atividade fraca, a expectativa de todo mundo para frente está bem ancorada na meta, o que ajuda que o repasse para a inflação seja mais baixa”, afirmou.

Para o presidente do BC, para que o cenário continue estável no médio e no longo prazo, com mais crescimento econômico e inflação baixa, é importante sinalizar a continuidade do processo de reformas, principalmente as fiscais. “Isso que vai dar a âncora para a tranquilidade necessária”, disse.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.