BM&F lança selo de qualidade da bolsa

A Bolsa de Mercadorias e Futuro (BM&F) garantirá ao investidor dos contratos da bolsa aplicações no valor de até R$ 10 milhões relacionadas ao risco operacional de contratos. Este garantia, no entanto, será oferecida apenas a papéis negociados com corretoras que adquirirem o selo de qualidade da bolsa, que foi lançado hoje. O selo faz parte do Programa de Qualificação Operacional (PQO) da BM&F e visa levar corretoras associadas, principalmente as independentes, a um padrão internacional. "O selo traz a possibilidade de uma corretora tupiniquim ter qualidade internacional", afirmou o presidente da instituição, Manoel Felix Cintra Neto, durante entrevista coletiva à imprensa. O diretor da bolsa, Edemir Pinto, acrescentou que o momento é oportuno para a promoção das corretoras nacionais. "O 'investment grade' (grau de investimento) está nas nossas portas e o mercado de derivativos deve estar no nível internacional", disse. De acordo com ele, o selo não será obrigatório, mas deve ser encarado como um diferencial para que as corretoras domésticas tenham mais credibilidade no exterior. "Não há a obrigação porque estas corretoras já atendem às exigências domésticas impostas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários), BC (Banco Central), a Receita (Federal), etc", explicou. "O BC e a CVM vêm promovendo a auto regulação e vêm sinalizando isso como algo recomendável", ressaltou. Os primeiros selos serão entregues a partir de julho Desmutualização O processo de desmutualização da BM&F deve ocorrer até junho, segundo informaram hoje Cintra Neto e Edemir Pinto. "O processo de desmutualização deve ocorrer ainda neste semestre, provavelmente até junho", afirmou Pinto, informando que a bolsa aguarda apenas os avais do BC e da CVM. A desmutualização é o primeiro passo para a abertura de capital da própria bolsa. As corretoras, que hoje detêm títulos patrimoniais, passariam a ser acionistas da BM&F e a instituição, que hoje não tem fins lucrativos, teria de passar a apresentar resultados. Após este prazo, a expectativa dos representantes da BM&F é a de que após quatro ou cinco meses a bolsa já tenha terminado seu processo de abertura de capital. "Esta é uma estimativa externa feita por bancos de investimento e acreditamos que até o final do ano o IPO esteja terminado", comentou Cintra Neto. De acordo com ele, mais uma vez, nesta segunda parte do processo, a BM&F terá de aguardar um novo aval da CVM e dependerá também do interesse do mercado.

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