BNDES aprova financiamento de R$ 2,47 bi à Transpetro

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) informou hoje, em comunicado, a aprovação de um financiamento de R$ 2,47 bilhões à Transpetro, subsidiária da Petrobras. De acordo com a instituição, os recursos serão usados nos contratos referentes à construção de 10 navios-tanque pelo Estaleiro Atlântico Sul S.A., no Complexo Industrial e Portuário de Suape, no município de Ipojuca, em Pernambuco. O banco informou que a assinatura dos contratos para a construção dos navios ocorreu nesta quarta-feira e contou com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do presidente do BNDES, Demian Fiocca.Segundo o aviso, "este é o maior crédito aprovado pelo BNDES para o setor naval e um dos maiores de toda a história do Banco". A instituição esclareceu, no comunicado, que os recursos são provenientes do Fundo da Marinha Mercante (FMM) e representam 90% do investimento total de R$ 2,75 bilhões. "Com capacidade de 145,8 mil toneladas de porte bruto (TPB) cada uma, as 10 embarcações, do tipo Suezmax, têm prazo total de construção de 69 meses. O projeto faz parte do lote de 26 navios a serem construídos nesta primeira fase do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro." Na avaliação do BNDES, o projeto conduzirá ao "ressurgimento da indústria de construção de grandes navios no país" e "contribuirá para o revigoramento da Marinha Mercante brasileira". O banco observou ainda que o empreendimento contribuirá também para aquecimento de diversos setores industriais fornecedores de insumos e bens intermediários - como os metalúrgico, siderúrgico, químico e de instalações elétricas, "que atenderão ao objetivo de nacionalização de até 65% das embarcações", ressaltou.O projeto prevê criação de cerca de 20 mil novos postos de trabalho, sendo 4 mil empregos diretos no estaleiro e 16 mil empregos indiretos, de acordo com cálculos do banco. O BNDES lembrou ainda no comunicado que o Estaleiro Atlântico Sul é resultado da associação da Construção e Comércio Camargo Correa S.A. e a Construtora Queiroz Galvão (principaissócios com 49,5% de participação cada um), além da participação da Aker Promar do Brasil S.A..

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