BNDES deve desembolsar até R$ 61 bilhões este ano

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) deve desembolsar este ano de R$ 58,2 bilhões a R$ 61,2 bilhões, informou o presidente da instituição, Demian Fiocca. Ele evita usar a expressão "meta" para esse número, prefere se referir aos valores como "o que as simulações de demanda indicam", mas disse que os valores foram aprovados pelo Conselho de Administração do banco. "Estamos bastante otimistas com as perspectivas para 2007", afirmou.Todos os setores de infra-estrutura estão procurando recursos do banco e a expectativa da instituição para este ano é que tanto os desembolsos quanto as aprovações cresçam para infra-estrutura. O BNDES deve aprovar este ano projetos de hidrelétricas para gerar mais cerca de 8 mil megawatts (MW). Já foram aprovados outros de 6 mil MW, correspondentes a 20% do plano decenal de energia para 2015.Existem 16 projetos de hidrelétricas na carteira do BNDES, em suas diversas fases, que vão da consulta ao desembolso, e todos fazem parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). "No que diz respeito às áreas prioritárias do PAC, nós estamos preparados para obter recursos para todos os projetos", disse Fiocca.O presidente do BNDES disse que entre os investimentos previstos para este ano estão vários fundos de empresas inovadoras, em capital semente, três fundos de infra-estrutura e mais um de governança. Fiocca disse que o banco não vai falar sobre os desinvestimentos futuros porque isso "poderia ser alvo de especulação".Ele também previu que o BNDES não precisará mais de operações destinadas a aumentar seu patrimônio de referência, o que desde 2003 vinha sendo uma luta do banco. O motivo é que o Patrimônio de Referência do BNDES cresceu de R$ 23,5 bilhões em dezembro de 2005 para R$ 33,8 bilhões em dezembro passado. O aumento, segundo o banco, é conseqüência do lucro líquido recorde de R$ 6,3 bilhões no ano passado e mais uma operação de R$ 5,3 bilhões de enquadramento da dívida da instituição com o Tesouro Nacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.